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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

CANTA PARA MIM, POETA!

Pedido
A Manuel Bandeira

Quando eu estiver mais triste
mas triste de não ter jeito,
quando atormentados morcegos
– um no cérebro outro no peito –
me apunhalarem de asas
e me cobrirem de cinza,
vem ensaiando de leve
leve linguagem de flores.
Traze-me a cor arroxeada
daquela montanha – lembra?
que cantaste num poema.
Traze-me um pouco de mar
ensaiando-se em acalanto
na líquida ternura que
tanto já me embalou.
Meu velho poeta canta
um canto que me adormeça
nem que seja de mentira.

Olga Savary

Um comentário:

Dolores Quintão Jardim disse...

Muito linda postagem!

Rainha...muito obrigada.