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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Djanira Pio.


Meu entorno
era rodeado
de familiares.
E eu acreditava
em afeto.

Djanira Pio.

Joaquim Alves.

PARA QUANDO O SILÊNCIO CHEGAR









Antevejo a qualquer distância
esse final e absoluto silêncio

no negro tudo é luminoso

não sei se será um definito tempo
de morar contigo meu amor

o mais provável é mesmo ser

enquanto tal não possa acontecer
há a festa que nos comunga e beija

a ternura que é eterna
mesmo de olhos fechados











Joaquim Alves

Joaquim Alves

Tinha um velho e sábio amigo
que me dizia que o tempo não existia

mesmo que existisse
devia viver sempre acima
de todos os pesos do tempo

habituei-me às suas falas
tão mansas como os rios no verão

e guardei o seu sorriso

(s/ data)


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Os Lugares / Por Joaquim Alves

OS LUGARES

Não estive em muitos lugares
mas sei os lugares onde estive
havia sempre um razão
nem que fosse intuitiva
era sempre o maldito
esse que nunca vi
nem verei em vida
esse que um dia te dei
e ainda me habita

Joaquim Alves.
Itanhaém- Litoral Sul -São Paulo. 



sábado, 29 de abril de 2017

Sobre Saudades.

Olá a todos. Toda a gente já  deve ter sentido Saudades de alguém, ou de alguma coisa.

Eu, estava com saudades de colocar aqui poesia . Minha amiga Luiza Caetano, tirou férias da poesia.

Sinto saudades.

Tenho certeza que os fãs e admiradores dela também .

Volt

sexta-feira, 17 de março de 2017

Antonio Lobo Antunes



José Jorge Letria
Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores entrega o Prémio Vida e Obra a António Lobo Antunes.

Vencedores do Prémio Autores 2017: http://bit.ly/PrémioAutores2017-Vencedores
#premioautores #spa #spautores #SociedadePortuguesadeAutores #rtp#rtp2



 
#premioautores



JÚRI | PRÉMIO AUTORES 2017

CINEMA
Jorge Leitão Ramos
Rui Tendinha
António Loja Neves
 
ARTES VISUAIS
Pedro Calapez
José de Guimarães
Inácio Ludgero
 
RÁDIO
Fernando Alvim
João David Nunes
Paulo Sérgio
 
DANÇA
Cláudia Galhós
Maria José Fazenda
Daniel Tércio
 
TELEVISÃO
António Loja Neves
Ana Zanatti
Mário Figueiredo
 
LITERATURA
Manuel Frias Martins
Rita Pimenta
Luísa Mellid Franco
 
MÚSICA
Miguel Angelo
Mafalda Arnauth
Rui Filipe
 
TEATRO
Helena Simões
Eugénia Vasques
Rui Monteiro
 


Lisboa, 16 de Março de 2017



segunda-feira, 25 de julho de 2016

Luiza Caetano no Casino Estoril - Lisboa 2016

 Galeria de Arte do Casino Estoril, próximo Sábado dia 30 de Julho, terá início mais uma nova Exposição de Arte Internacional e mais uma vez como não poderia deixar de ser, a pintora poeta Luiza Caetano lá estará com suas obras.

Uma Exposição, a não perder.
Lisboa - Portugal.















domingo, 5 de junho de 2016

Daufen Bach

im e outras 49 p“    este pertencimento as coisas que não são entendidas”
hoje, o meu paladar pelas coisas simples e de fácil
_____________________entendimento se perdeu.
estou a adormecer e a acordar para os meus arroubos.
as razões de nada me servem!
fiz barulho de cristal quebrado e me recompus igual a
_________________________ um cristal quebrado...
(apenas estilhaços).
o correr das horas é lento!
procuro o sentido oculto das coisas, mas a minha angústia,
servil e desvairada,
é timoneira e me leva para os olhos de neblina
que se escondem atrás de cortinas imaginárias.
tardio...
sempre tardio o arrependimento!
a fúria veloz com que me bate os pensamentos
_____________ exige que eu fique em solidão.
que seria do silêncio sem a voz - eu me pergunto.
por que a razão de minha voz, se é tão mais prático
e convincente, tão mais sábio,
se esconder e ficar apenas a olhar com olhos de
____________________________observação?
assim como ter audácia para ventos fortes e paixões
_________________________________fervorosas,
queria ter audácia para fugas contínuas deste desespero.
ser como um navio a singrar de um porto em busca de
__________________________águas desconhecidas
e, a mirar sempre o horizonte,
ver em gaivotas e ondas baixas, a mansidão...
mas, em mim, tudo é revolto, consome e arde!
tudo sempre está de malas quase prontas para o partir.
sempre a cultivar este eterno desassossego da calma e
_____________________________________ da alma.
que mistério há nas coisas?
que ardor e frenesi, diferentes, andam junto aos passos
___________________________________da amada?
seriam os meus olhos a ver coisas que não existem?
seria esta disritmia, este solavanco do espírito
a perceber coisas que não existem?
seria a coisa amada desatenta?
que fidelidade há no meu sentir?
que tipo de confiança carrego?
esta confiança que me dá conforto de sabedor do querer
__________________ e desconfiança do querer sabido?
esta consciência absurda deste caos interior,
não mede o ruído cruel de uma voz dita em brados íntimos.
não percebe o teor da palavra solta quando em confusão,
_____________________________________disparates
e estas inconveniências todas do sentir.
espero que uma porta se abra,
mas não me concebo o direito de abri-la.
serias tu, amor imaginado, a chave, a aldrava?
serias tu o ferrolho fácil de burlar?
fico com a imensidão solitária deste contínuo esperar...
a imensidão deste desespero branco
e desta monotonia reservada
para as horas do “não sei o que fazer”...
adiamentos,
repetições,
divórcios de horas amarradas ao tempo.
o tic-tac cadenciado do relógio
não apresenta respostas
e me imerge no abismo de grandes interpretações.
descem as águas do rio...
(elas forram a minha imaginação)
a se debaterem com as pedras me mostram o caminho,
____________________________________ o curso...
(luta debalde esta minha de compreensão!)
estou a imaginar que não existe libertação
_________________para os pensamentos,
que não existe cura para estas coisas não metafísicas
e que não existem metafisismos
para àquilo que irrompe a lógica dos sentidos
ou que busca nos sentidos, a lógica.
para que embriagar-se com fumaça de cigarro
e ficar a sorver co(r)pos não servidos?
há um verso perdido na escrivaninha,
uma pena, um tinteiro e algo mais...
mas, não uso pena, nem tinteiro e para quê, então,
___________________este verso a me maltratar?
a relembrar a confusão, quase épica dos perceberes,
a não me dar respostas e representar em tabuletas,
esta superficial constatação daquilo que vaga e divaga?
liberto seja o pensamento de explicações!
tudo é possível na liberdade espontaneísta das coisas!
(até o sublime é possível!)
assento-me e,
perdido,
não tenho lugar algum.
não há sinônimos para aquilo que sinto
e também não há paradoxos ou antíteses
que explicitem este consciente não saber das coisas,
que pairam e que carecem de explicações maiores.
do outro lado da rua, uma canção, um outro mundo.
que fácil, se soubesse eu, ser um pagador de promessas,
um anfitrião educado!
seria me dado um pouco de alento se eu soubesse coexistir
com aquilo que é apenas sofismado?
qual seria a semântica gratuita do pensar?
________________________________penetras,
__________________________________ putas,
_______________________________mendigos
______________e toda a sorte de sobreviventes,
___________________me ensinam a não temer,
a não tolher o que é desajuizado a muitos olhos...
ensinem-me a simplicidade dos passos
e o rumo dos caminhos difíceis!
suprimam, em mim, esta relevância noturna
que dou aos pequenos detalhes!
ensinem-me a dormir como se qualquer lugar, fosse
______________________________a minha casa!
para que eu jamais tenha que ficar a descobrir em que
paradeiro está o meu destino.
um grito fundo se evola através da ambiguidade
____________________destas palavras todas.
que créditos existem para aquele que pensa e não quer
fazer-se percebido e, quando se faz, provoca alaridos
e não contém o despejo de todos os dissabores,
nesta não seletividade do que é possível e não possível?
(a lua vai passando calmamente,
tão bela e tão moderna para a minha realidade.
vigia-me através deste círculo de outros séculos
a questionar o meu pensar e, por certo,
a não entender esta frívola existência minha).
os sonhos meus dizem adeus e fogem dos meus olhos.
é tão inevitável tentar não sentir,
mas com que força posso resistir se não resisto
ao fato simples,
a compreensão natural
de que posso querer tudo e não ser nada,
ser estada, apenas, para as coisas que sobrevivem para
__________________________________ a eternidade.
que pavorosos são os crimes e as confidências de minha
________________________________________carne!
sentir e não entender,
dar vazão ao que não se pode conter
e brincar de sobrevivência e de pensamentos tantos...
ajoelho-me, diante de ti,
nevoento e absurdo
dou-te os meus delírios,
numa desalmada penitência para os atos meus.
sei não ser crido e, sei também, não ser absolvido.
mas, que posso eu, nesta fúria de desencontros, senão,
prostrar-me numa orgia monstruosa e tocar os teus pés
que seguem para direções outras que não, âncora de mim.
a ti, apenas, o meu pedido derradeiro,
_______________a minha clemência!
lança-me as águas
e me deixa ignoto de latitudes de longitudes,
de portos ou ilhas.
faz com que se apague este fogo a me queimar a alma.
talvez eu encontre assim, em sufoco e espanto,
o entendimento das coisas que pairam, simplesmente
___________________________________por pairar.
que eu aprenda a desimportância do sentir,
compreendendo, assim,
a minha tolice nata para estas coisas irreais
que se materializam no coração
e fazem tudo ser tão seriamente construído.
[daufen bach.]


Dolores Jardim
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terça-feira, 10 de maio de 2016

Luiza Caetano

                                         MÃE - DOLORES
Eu queria chamar-te mãe
onde Mãe apenas uma existe
de seu útero
de umbilicais amores
raízes que enterra na terra
amores de sangue-líame e vida.
Ás vezes chamo-te Mãe
Do fundo da minha orfandade
Chamo-te irmã e amiga
Nesta amálgama de saudade
É quando me sinto perdida
Mais só na minha solidão
que meu coração se agita
te clama quase em mistura
de puros sentimentos ou amargura
Mãe, Amiga, Irmã
Colo e ombro dos meus momentos
DIA DA MÃE 2015
Homenagem â minha querida amiga Dolores
Tela e poema de Luiza Caetano.

Luiza Caetano

POEMANDO
Como se brincasse
todos os dias
com a luz
irradiante do universo
no meu peito
sempre uma lembrança
ou um verso
em jogos de luz
como laminas
projetadas
em cruz
Depois adormeço
em boémias madrugadas
onde teço memórias
e poesias
entre histórias
e madressilvas esquecidas
nos meus braços
quase vazios
Luiza Caetano.

Poema e tela de Luiza Caetano- Portugal.
2014