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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Luiza Caetano

O MEU POEMA (de hoje) - 28/12/2015
(Obra de Luiza Caetano)
DOCE TERRA - MINHA AMADA
Nessa terra pequenina
toda de branco caiada
Menina de olhos grandes
Asa sonho e alvorada
Disputava o voo dos pássaros
na praça onde brincava
junto ao Adro da Igreja.
Eram doces fantasias
entre preces e Ave Marias
onde os vales eram montes
formas voadas no céu
espantado do meu crescer
Toda de branco caiada
Minha aldeia tão amada
Minha Mãe! Meu horizonte
fonte de todas as sedes
Arco Íris, Deusa e fronte
Sinos da minha alvorada
toda de branco caiada
Luiza Caetano.

O Natal acabou.


Boa tarde a todos os meus seguidores!

O Natal de 2015 já foi, partiu para as terras nevadas e deixou aqui algumas lembranças que serão guardadas com muito carinho.

A visita de alguns, os comentários de outros e até os que vêm e nada dizem. A vida continua com todos os problemas, mas sem eles não teríamos força para continuar e nem esperança de dias melhores.

Agora chega o Novo Ano, e  quero desejar a todos um Novo Ano, repleto de boas realizações e que todos os sonhos se tornem realidade.

Feliz Novo Ano !!!

Adeus 2015, Venha 2016 .

Paz, Saúde, Amor e Prosperidade.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Luiza Caetano



Arte Naife - Luiza Caetano - Portugal.



"PARA ALÉM"
Para além das tuas
e das minhas lágrimas,
da tua e da minha dor,
num Adeus sem alma
nem cor
Para além
da morte de todos os dias
com a saudade afogada
no peito
pelas palavras não ditas
Para além de todas as limitações
e das distãncias infinitas
Fica o eterno futuro
feito de silêncio
como um muro
Luiza Caetano


FEITICEIRA
LUA
Noite após noite
lhe conto os quartos
e as metades fulvas
como orgias em regaços sonhados
Te assemelhas por vezes
a uma barca perdida
inclinadamente esquecida
no céu de todas as estrelas
Ou
a um espelho reflector
assustando
os lobos! os cães e os homens
em noites de flancos escondidos
Raínha iluminadamente voraz
na minha cama de linho incendiada
Estertor da cada alvorecer
Desde o nascer ao morrer
divinamente prateada



"ESTE MOMENTO"
O caminho?
eu faço!
as flôres?
eu colho!
O sonho?
eu alimento!
A vida?
eu curto!
Mas, o Amor?
Meu Deus !!
além do Teu divino
Amor imenso,
Apenas
as penas
do caminho
que nem sempre
venço ...



"INEXPLICAVELMENTE"
Existem seres subitamente
atraídos pelo fulgor dos rios,
pela força das marés 
e o coração dos pássaros.
Seres que caminham
pelas estradas
de outros seres
Inexplicávelmente
à beira do abismo.
LuizaCaetano


Luiza Caetano


Obra Naife de Luiza Caetano.


Meu compromisso
não é contigo.
É com a memória dos poemas!
É com as palavras que já esqueci!
É com as velas de todos os barcos
em que não parti!
É com os murmúrios do vento
e com as preces que não rezei!
Eu,
que ansiei a opulência
dos beijos
me quedei em omisso
compromisso com meu corpo



Luiza Caetano.

Luiza Caetano - Lou Poesia e Fantasia


Obra Naife de Luiza Caetano.









"Os tempos e os gestos"

Mas... também já houve tempo

em que eu fui eu
e não outra como hoje.

Foram dias de certezas
em que o sol brilhava no meu ser
como bola de mil cores.

Quem apagou o incêndio
que em mim ardia?

O Inverno?
ou o inferno
do teu súbito silêncio?

Que é feito
dessa doce cumplicidade
que unia as nossas mãos e os nossos corpos?

Hoje, sou aquela que caminha
de olhos abertos e mortos
mas... que ainda olha para trás
com saudade.


Luiza Caetano

Lou Poesia e Fantasia

sábado, 12 de dezembro de 2015

POESIA PREMIADA NO CONCURSO DELICATTA
DO LADO DE FORA DA VIDA
Sou a raiva e a descrença
não batam à minha porta!
sou a criança e o sonho!
a vontade e a garra!
a saudade e a farsa!
Não!
hoje eu não abro a porta!
Poço de contradições
que nem eu própria desvendo
nesta sinceridade inteira
Pairo no limiar das dúvidas
entre a paixão e desânimo
e no entanto,
o Sol aquece o meu corpo
e o céu continua azul...
Uma tristeza me alumbra
na penumbra do crepúsculo
Não,
não batam à minha porta!
Sou a criança e o sonho
do lado de fora da vida
alguém que quer e não sabe
esgotar até à última gota
a gota que me é devida.
Luiza Caetano
(Imagem Google)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Evento 10 Anos da Editora Delicatta - Luiza Moreira.

Aconteceu em 28 de novembro de 2015 na cidade de São Paulo no "Lar Druzo Brasileiro", o encontro da literatura em todas as suas formas.

Momentos mágicos, com a presença de autores de todas as partes do Brasil, e a consagrada artista plástica e poeta Luiza Caetano de Portugal.


Parabéns à Editora Delicatta e todos os seus autores.
A todos os premiados com o Troféu 10 Anos.

Luiza Caetano  -  Primeiro Lugar na Categoria Poesia.
Wagner Ramos - Primeiro  Lugar Prosa.
Suely Ribella     - Destaque
Rosângela de Souza Goldoni - Primeiro Lugar Café com Verso







terça-feira, 24 de novembro de 2015

Joaquim Alves.

PEQUENA HISTÓRIA DE UMA URZE


"Certo dia, na encosta de uma pequena colina,
andava a abelha-trabalhadora a recolher pólen,
nas urzes que encontrava pelos caminhos.
Recolheu de várias e diferentes, mas encontrou
uma a chorar. E perguntou-lhe, logicamente, por
que choras. A urze, triste e envergonhada, disse
o que sentia: colocaram-me, aqui, nesta terra
dura e empedernida, sem poder sair daqui.
A abelha, na sua ternura de abelha, respondeu:
vou levar do teu pólen; depois, trago-te mel."

Joaquim Alves.
. Joaquim Alves, poeta de Portugal .

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Editora Delicatta vai comemorar 10 anos de existência.

A Editora Delicatta, está comemorando 10 anos de sua existência.

E, para festejar essa data tão produtiva, vai fazer um mega evento, com escritores e poetas brasileiros  de diversas partes do mundo.

Aqui, fica a minha singela homenagem a todos que fazem parte da Editora Delicatta.

Parabéns a todos e à mentora , idealizadora  Luiza Moreira.

Para reserva de convites : dellicatta@terra.com.br


Eterna Dúvida - Luiza Caetano.

Obra de Luiza Caetano- Portugal
ETERNA DÚVIDA
Não sei se voltarei
a olhar o espelho dos teus olhos,
não sei...
Nem se o fogo espesso do Verão
no seu breve leito de Sol
de novo libertará
o equinócio do meu desejo.
Não sei se foi magia ou emoção
uma ferida aberta em punhal,
ou um cristal em explosão,
Uma púrpura secreta
ou um néctar proíbido
não sei...
Talvez uma fantasia,
uma frágil e breve
alegria ou um
cristal de chuva
em águas anoitecidas.
LuizaCaetano.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ATENÇÃO AOS ADMIRADORES DE ARTE NAIFE DE LUIZA CAETANO.

Luiza Caetano · Facultad de Filosofia y Letras
Informo todos os interessados em Arte que , o Senhor Junior Aécio - dito divulgador de arte, está utilizando a minha biografia e curíiculo (Luiza Caetano - Portugal ) como apoio na igualmente dita pintora Luiza Caetano do Brasil, que ele afirma já ter falecido - cujas obras são plagiadas de Adélio Sarro.
Mais informo que o estilo de pintura da referida Senhora Luiza Caetano do Brasil, nada tem a ver comigo - Luiza Caetano (Portugal) sendo que, a dita senhora não terá currículo nem biografia o que para os objetivos comerciais do Senhor Junior Aécio Ajur de São Paulo, seria necessário, razão pela qual passou a usar os meus. Isto é uma denúncia de falta de caráter profissional e ética.



http://www.guiandobrasileiros.com/classificados/anuncio/476/lindas-telas-de-luiza-caetano-a-venda-com-ajur-sp?fb_action_ids=10207511073594512&fb_action_types=og.comments#.VdtubSVVik

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Luiza Caetano em Salão de Exposição do Casino Estoril 2015

   A arte Naive ou Naife , em todo seu esplendor, mais uma vez patente no Salão Internacional de Arte do Casino Estoril em Lisboa, apresenta a arte de Luiza Caetano.
  Sucesso sempre!




























segunda-feira, 13 de julho de 2015

Luiza Caetano e as suas Fridas "Frida Khalo).

  1. Frida Kahlo
    Pintora
  2. Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón foi uma pintora mexicana.Wikipédia
  3.  6 de julho de 1907, Coyoacán, México
  4.  13 de julho de 1954, Coyoacán, México (faleceu)

  5. casada com  Diego Rivera (de 1940 a 1954), Diego Rivera (de 1929 a 1939)
  6.  Realismo mágico, Surrealismo, Arte moderna.





Mexicana e com característica peculiar e forte, Frida demonstrou sua arte em telas, roupas e até em seus coletes ortopédicos de gesso, obrigada a usar após sofrer um grave acidente com 18 anos.
Sua pinturas demonstravam a cultura mexicana em cores amplas e simples.
Após sua morte em 1954, seu marido Diego Rivera guardou seus pertences em um banheiro na residência do casal na Cidade do México, a “Casa Azul”.




Luiza Caetano

Portuguesa, nascida em Venda do Pinheiro - Mafra em 21 de junho de 1946.
Poeta, pintora, escultora e filosófa.
Premiada internacionalmente, eu diria uma alma pura de amor incondicional por tudo que a cerca.
Admiradora profunda de Frida Khalo, passou para seus quadros a Frida como ela a vê, e assim nos deixa admirar a sua Arte Naife, ou Naive , para mim , que nada entendo de arte a não ser olhar para ela com olhos de amor e admiração, portanto deixo aqui algumas das "Fridas", pintadas por Luiza Caetano.
























quinta-feira, 2 de julho de 2015

Luiza Caetano - I concurso da Academia Virtual dos Poetas de Língua Portuguesa.

Extrato de poesias de Luiza Caetano que participou no I concurso da Academia Virtual dos Poetas de Língua Portuguesa, presidida pelo Poeta Manoel Virgilio Pimentel, onde foi destacada com o prêmio especial "Portugal". Luiza Caetano é Académica Fundadora, detentora da Cadeira número 3 de Florbela Espanca.




Arte Naif de Luiza Caetano - Homenagem a Florbela Espanca.


"Ser poeta"
é um mito sem razão como um pássaro que se inventa, e voa se escreve e sonha no mais fundo cerne de cada palavra onde inventa a amizade a paixão a saudade e todos os sentimentos deste mundo fazendo amor em leitos de solidão" II "A raiz ainda perfura a terra e as flores brotando vermelhas como centelhas lambidas pelo barro num gesto que consinto Algures, a lua arranha este momento que não sei se foi ou...se minto " III "Aconteceste em minha vida como lua cheia nas noites luminosas de Verão. Um rasto promessa de prata, meteorito i ou instante que mata estrela cadente no firmamento, como nuvem de espuma enfeitando o meu céu. Habitas desde então meu sangue, minh`alma e meu útero parido em cada emoção. "

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Luiza Caetano - Adeus.

Adeus

Quadro de Luiza Caetano.

Depois do Adeus,
Depois das partidas,
ficam nossas vidas
no cais das saudades
viúvas e ásperas
baínhas
desfiadas pelo vento,
sombras vazias
Depois do adeus
a prece do amanhã
num eterno desassossego
Um vôo sem pássaro
Um céu sem Deus
um estranho apego...
peregrinam - se os dias
em romagens vividas
sonham - se regressos
sem partidas
Depois do Adeus.
Luiza Caetano

Luiza Caetano




Quadro de Luiza Caetano.


Esse rumor imenso de solidão
sem choro numa profunda crueldade
o aprisionado frio no coração
um sabor amargo de saudade...

Luiza Caetano - O que é o Amor

O que é amor
Quadro de Luiza Caetano.

O que é o amor?
senão uma teimosa lembrança
dos corredores do futuro
timbrado na imaginação
disfarçado de companhia
no meio da solidão...
Frágil rede de sonho!
Ópio?
Angústia?
Insatisfação?
Curiosidade
que não se esgota
no precipício
de cada mergulho?
Busca incessante
do conhecimento da vida?
Espera de algo inverossímil?
ou um acordar
todos os dias
sacudido de esperança?
LuizaCaetano

Luiza Caetano - Sonho

Sonho
Sabes?
Eu entendo os silêncios do vento
quando não quer soprar na minha porta
Ainda que os sinais em forma de cruz,
os gestos e as mãos
num eterno retorno à Luz
me façam
correr todos os dias ao encontro do sonho.
Luiza Caetano
2010/06/09
Quadro de Luiza Caetano.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Luiza Caetano.

DAS BORBOLETAS E DAS PEDRAS
Cheiram
a terra molhada
as manhãs bordadas
com dedos de chuva
e a sangue
de papoilas
degoladas pelo vento
Cheiram aos alvores
dos primeiros sóis
efémeros e faiscantes
voando a transparência
das borboletas sobre as pedras
das palavras caladas
e ao lento movimento
da música das minhas
mãos nas tuas
despedidamente
nuas.
Luiza Caetano
Caetano

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Joaquim Alves

 Um pequeno apanhado da poesia de Joaquim Alves.





COISAS DA ALMA



Não sei o que me fez
caçador de mim
alguma coisa deverá ser
joaquim
assim me disse a alma vaga
se ela em algum lado habita
e não começou
com o milton nascimento
já existia antes de conhecer
o bituca

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NO INCÊNDIO



Quando ficas comigo
e minha mão treme
é sinal de alegria
da raridade que a vida
ainda oferece
de vez em quando
como nunca se sabe
nem quando nem porquê
insisto e resisto


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SOBRAS DO MUNDO


Sobra-me do mundo
o que ele não me dá
a ninguém pode dar
essas dores imensas
os pontapés na barriga
mil murros no estômago
sobram umas migalhas
do que tento dar
e não aceita

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sábado, 11 de abril de 2015

João Marques Jacinto. João Manuel Jacinto.

Imagem Google.

Libera me ab omni malo
(Livrai-me de todo o mal)
A crueldade humana atemoriza-me
Temo o que haja em mim
Que desconheça
E me está no genes
A ancestralidade é um mistério abismal
Submergida Sombra que oculta
O que quer assomar
Zelo-me em lucidez que saiba
Mesmo que haja o momento mais impessoal
Que me queira transmutar
E fazer o mais repugnante dos animais
Libera me ab omni malo
João Manuel Jacinto

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

DIÁLOGOS IMPROVÁVEIS (Neruda - Dali) por Luiza Caetano.

DIÁLOGOS IMPROVÁVEIS (Neruda - Dali)

Chagall visita Van Gogh por Luiza Caetano.

Apenas um sonho de água
celebrado em taça de vento
com vinho de mel e de mágoa...
Extrato poema: In Poemas de Amor e de Raiva -LuizaCaetano
Imagem: Chagall visita Van Gogh - LuizaCaetano


Luiza Caetano.

A Frida pintada por Luiza Caetano.

"Numa tela! Numa cor!
na asa dum verso que se fez dor,
na copa virgem duma flor..."
Extrato. In Poemas de Amor e de Raiva
Imagem: Frida - LuizaCaetano


Luiza Caetano .

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Luiza Caetano -







Rua de Portugueses
Que na estrada do mundo
são universais
em off ou em on
se conhecem
por sinais
A Rua do Off
é uma estrada
muito longa
recortada e oblonga
Via Crucis
dos amantes
Canais cruzados
de solidão
fusos horários
e paixão
A rua do Off
(meu amigo português)
não sei se é também rua do bofe
sei que
passa também a ser sua
venha
por isso
muitas vezes
cruzar esta nossa
sua rua
Luiza Caetano)
03/12/2005

sábado, 17 de janeiro de 2015

Elza Fraga

Elza Fraga.




Abri mão de algumas pessoas que, por fado ou carma, nasceram dentro da mesma família sanguínea. Descobri que parente é quem ama, acolhe, incentiva, independe de sangue. Não quem calunia, agride, conta mentiras e inventa uma vida paralela de malfeitor pra gente, e uma de justiceiro, caridoso e benfeitor pra eles. 
O que se apresenta compungido, comovente, bonito em ternura, nem sempre é o que parece. O bom senso manda sempre desconfiar de pessoas com bondade demais, palavras doces demais, e - principalmente, auto-elogios. O feio na maioria das vezes não está na capa, está no miolo.
Por isso a autenticidade de me dar o direito de ter meus trilhões de defeitos, escorrendo pela capa, e saber minhas pouquíssimas qualidades, incrustadas no miolo.
E tentar acelerar a reforma íntima, meu tempo está escasseando, nunca sabemos o dia de amanhã.
Quanto aos que abandonei no caminho, sem pena ou remorso, sem julgamentos, apenas aprendendo que nem tudo é o que parece, foram mestres... Aprendi a lição e já não mais necessito desses, vou em busca de outros mestres, outras topadas, outras calúnias, novos caminhos. Muito há a aprender, tempo urge, vento sopra na curva. Com tantas imperfeições sei que ainda encontrarei muitos para as vagas vazias, mestres não me faltarão, sei. Só peço forças e sabedoria para conseguir entender o que cada lição quer - realmente, me ensinar antes da minha transferência definitiva para outros planos.
No mais, mesmo que habitemos o mesmo espaço tempo, o mesmo trecho de caminho, os que ficaram não mais me estorvarão, pois estarão, para sempre, invisíveis aos meus olhos espirituais.
Cruzaremos talvez um dia a mesma esquina, no mesmo horário, e me surpreenderei quando alguém, num deslize, me perguntar falando de algum deles:
_Viu? Fulano passou bem ao seu lado.
E responderei convicta:
_Quem? Não, não conheço essa pessoa.
E estarei sendo sincera, sem um pingo de hipocrisia, maldade ou ódio, apenas esquecimento.



Elza Fraga.
Imagem Google.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Joaquim Pessoa.

Imagem Google


Estou Mais Perto de Ti porque Te Amo
Estou mais perto de ti porque te amo.
Os meus beijos nascem já na tua boca. 
Não poderei escrever teu nome com palavras.
Tu estás em toda a parte e enlouqueces-me.
Canto os teus olhos mas não sei do teu rosto.
Quero a tua boca aberta em minha boca.
E amo-te como se nunca te tivesse amado
porque tu estás em mim mas ausente de mim.
Nesta noite sei apenas dos teus gestos
e procuro o teu corpo para além dos meus dedos.
Trago as mãos distantes do teu peito.
Sim, tu estás em toda a parte. Em toda a parte.
Tão por dentro de mim. Tão ausente de mim.
E eu estou perto de ti porque te amo.

Joaquim Pessoa, in 'Os Olhos de Isa'

Luiza Caetano - 2015






"POEMAS BREVES"

Gosto dos poemas breves
como se fossem instantes
bordados a emoção
... 
Gosto das palavras
respiradas
mordidas grão a grão
Pólen! Semente ou Pão!

Gosto dos poemas breves
Prenhes de ansiedade
como um ato de amor
interrompido pelo sono
no útero da liberdade


Luiza Caetano.
Imagem Google.


Imagem Google.

Oswaldo Antônio Begiato

Imagem google.






MICRO-IMAGEM
Qual roupa te veste hoje,
meu amor?
Vejo uma alça rosa:
Blusa, com um largo decote,
ou um vestido de aromas?
Vejo um cinto cereja:
Calça, apertando teu corpo,
ou um vestido de sabores?
Flor e fruta.
Essência e paladar.
Inebriamento e repasto.
Mulher,
não me deixes com ciúmes!

Oswaldo Antônio Begiato

Luiza Caetano - 2015




Imagem Portugal no coração.


Não são as lágrimas
nem o fogo das mesmas
que me abrasam a alma
Mas esta morte
de coração inacabado
que me sangra por entre
os dedos.


Luiza Caetano