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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

LUIZA CAETANO - PREMIADA MAIS UMA VEZ!!



ANTOLOGIA LUSÍADAS


A I Antologia Lusíadas reúne os ganhadores do concurso da editora. A portuguesa Luiza Caetano com suas poesias maravilhosas nos mostram o dia em que Lisboa fez-se Rio de Janeiro. O argentino Juan Pomponio Castiglione, que morou alguns anos no Brasil, traz à lume uma poesia com um aroma frutal afrodisíaco. Através da pena marginal de Ferréz, somos conduzidos à um lugar de horror que só gostaríamos de conhecer mesmo através da literatura: o submundo dos Complexos Prisionais. Por falar em Complexos, Jeff Carlson traz um conto sobre complexos militares que eu não recomendaria àqueles com claustrofobia. Jeff é um escritor de muitos êxitos, tendo sido bestseller do The New York Times com sua trilogia The Plague. O interesse de Jeff Carlson na editora foi em busca de divulgação de seu trrabalho na América Latina, onde permanece inédito. The Plague Trilogy conta a história de uma humanidade pós-apocalíptica, e suas agruras para viver num mundo dominado por um nanovírus mortal, que ataca toda forma humana abaixo de 10.000 pés de altitude. James S. Dorr, da aprazível Ligonier, na Pensilvânia, nos envia seu pesadelo de última hora: O Terceiro Prisioneiro, uma inventiva história sobre cadafalsos e invasores. Eu também tinha algo a dizer sobre Frank Roger, mas me esqueci, deixe ver... acho que anotei em algum lugar... meus bolsos! Hum, da Bélgica um conto sobre esquecimento... Garreth D. Jones chegou a esse encontro cosmopolita de gôndola, direto de Essex, no Reino Unido. Garreth contradiz o ditado que o "futuro não é mais como era antigamente", pois talvez olhando do futuro pra o passado, veremos nada muito diferente do que o nosso conhecido passado, talvez em outro planeta, quiçá, mas ainda o velho passado.



1° Lugar: Canto a Lisboa - Luiza Caetano (Portugal)



2° Lugar: Fecundo - Juan Pomponio Castiglione (Argentina)



3° Lugar: O País das Calças Beges - Ferréz (Brasil)



4° Lugar: O Terceiro Prisioneiro - James S. Dorr (Estados Unidos)



5° Lugar: Saída - Jeff Carlson (Estados Unidos)






6° Lugar: O Gondoleiro - Garreth D. Jones (Inglaterra)



7° Lugar: Lembrete - Frank Roger (Bélgica)



8° Lugar: O Novo Campo de Força do Imperador - Garreth D. Jones (Inglaterra)



9° Lugar: Não acredites no poeta - Luiza Caetano (Portugal)



10º Lugar: Vampiro de Sengir - Maurício Robe Barbosa (Brasil)

domingo, 13 de dezembro de 2009

LUIZA CAETANO -" BREVE PENSAMENTO"


LUIZA CAETANO -"O MEU PAÍS TAMBÉM É A TUA PÁTRIA"



"O MEU PAÍS TAMBÉM É A TUA PÁTRIA"

O

Meu País
tem um Sol
pendurado
em cada janela,

Um imenso SOL AMARELO

jorrando
lágrimas
de esperança

O meu País
é uma Criança!

Acabada de nascer
tem um coração
do tamanho do mundo

Onde
tu cabes!
e
Tu!
e
Tu!

Tens uns braços
de afagos mil
pintados
de vermelho e verde

Meu País
é de ABRIL

onde a Primavera
é um colo
que te espera.

Porque esperas?

Vem!

Luiza Caetano



tela de LuizaCaetano/ LISBOA NO ESPELHO DO TEJO

LUIZA CAETANO - "AMOR LIVRE"


LUIZA CAETANO - "DIZER ADEUS"

"DIZER ADEUS"

Dizer Adeus
ainda que em silêncio,

é partir
para o outro lado de mim ...

É como morder as lágrimas
em cada aceno

e passar a derradeira fronteira

do oceano branco e breve
de alguma secreta embarcação

Lá no cais velho das partidas
onde os barcos chegam e partem

e se esvaziam para sempre
de nossas vidas.

Tela/Poesia - LuizaCaetano  
 

LUIZA CAETANO - "VOLÚPIA DA MEMÓRIA"



"VOLÚPIA DA MEMÓRIA"


Escrevo
em pedra sobre pedra
linhas passionais
num gesto onírico

em permanente construção.

Sonho vão
de músicas passadas
sobre o dorso das palavras
num veio de água mormurada,

quando
a melodia de fogo
rasava os nossos lábios

despenhando temporais
nas margens voluptuosas
dos nossos corpos.

luizacaetano

RUBEM ALVES - "EU ACREDITO EM DEUS"

Eu acredito em Deus!





Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o

balconista, a professora, o porteiro, o bispo ou pastor...



O Deus em que acredito não foi globalizado.



O Deus com quem converso não é uma pessoa, não é pai de ninguém.



É uma idéia, uma energia, uma eminência.



Não tem rosto, portanto não tem barba.



Não caminha, portanto não carrega um cajado.



Não está cansado, portanto não está sempre no trono.



O Deus que me acompanha vai muito além do que me mostra a Bíblia.












Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um pensamento que não se renova.



O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos

outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na

aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.



O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos.



Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras. Nossa penitência é a reflexão.



Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.




O Deus em que acredito não condena o prazer.



O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros.



A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.



É onde tudo acontece e este é o Deus que me acompanha:



Um Deus simples. Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo. Meu Deus é discreto e otimista.








Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso:

de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio.



O Deus que eu acredito também não inventou o pecado, ou a segregação de credo.



E como ele me deu o Livre-Arbítrio, sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.


RUBEM ALVES

"Ah , este envelhecer! "

Ah, este envelhecer!





Envelhecer explodindo de vida, alimentando-se do prazer.

Envelhecer com os amigos, com os vizinhos, sem importar-se muito com o dogma e a sombra do preconceito. Envelhecer na santa paz de Deus, com a genética que Ele nos deu, envelhecer com Fé. Fé, paciência divina, que sustenta o espírito e faz da alma um menino travesso, sapeca e feliz... Fé de um guerreiro e de um aprendiz.

Envelhecer com a saliva e o paladar presentes na boca, com as lágrimas banhando os olhos, com a pele banhada pelo sol e pela lua, envelhecer com um sorriso largo no rosto afável, envelhecer como o bem que se quis, enxergando-se à frente do nariz.

Envelhecer não é tão doloroso assim. Para alguns é o fim do mundo, e eu me pergunto: - O mundo tem fim? Envelhecer é ganhar do tempo o tempo exato e lapidado para saber aproveitar, compartilhar, multiplicar todas as belezas e obras do sol nascente. Por que a sua idade mente?

Envelhecer é fazer da abobrinha o prato do dia e do açúcar a festa de domingo.

Envelhecer é comer pela manhã, exercitar o corpo à tarde e relaxar ao anoitecer.

É ir a praia, ao mercadinho, é ver novela, é ir ao cinema, ao shopping, é estar perto do que temos direito, é ser livre, é valorizar a pátria das células, o sangue que transita nas veias, e controlar a oxidação dos tecidos. Envelhecer é trazer no peito a medalha dos filhos, dos netos, dos bisnetos... é ver a cegonha várias vezes por ano, milhares de vezes sobrevoando o céu.

Envelhecer é dar o colo confortável, o ombro, o abraço, o beijo apaixonado na face de um mimo querido.

Saber envelhecer é qualquer carinho!

O que são as doenças? Elas dão na gente e não nas pedras, dizia a minha avó. Nunca escolhe o dia mais certo ou o mais errado para chegar e nem mesmo bate a nossa porta como uma convidada exemplar. Doença é coisa de velho... você tem certeza do que fala ou pensa???. Cuidado com a sua crença.

O controle da mente, a vontade de existir, a mão firme mesmo que frágil, um dia menos triste, espanta qualquer vírus, nos livra da maca, do convênio e da emergência.

Envelhecer é estar de bem com as árvores, é ver o pássaro colorido, é respeitar o tempo da felicidade, é gostar-se como se gosta dos amigos.

Envelhecer é cantar, dançar, acreditar na sabedoria.

Envelhecer é algo que me anima, possui ritmo e melodia.

É experimentar prazeres e galgar descobertas.

Ah, este envelhecer transformou-se em arte, Van Gogh, Monet, Sinatra.

Envelhecer é dar bombom aos netos, é brindar a tecnologia.

Meu avô, minha avó... Velhos amados, que eu pude ter.

Estar velho, antigo, idoso seja qual for o nome dado, importa muito pouco o rótulo. Importa muito mais a garantia de vida. Os hormônios, a atividade física, são recursos que podemos optar sem desmerecê-los. O sexo está no desejo e devemos a ele saciar.

Amigos, aproveitem, envelheçamos sem preconceitos, quero vê-los na casa dos 90

com os nossos 30, 40, 50 e etc.

Quero estar onde vocês estiverem, com ou sem rugas, com ou sem cabelos brancos, mas repletos de paz e alegria!

A vida não se aprende nas cartilhas, ela está em nossas mãos! Envelhecer exige acima de tudo perseverança e muita paixão.



ANDRÉIA ABDALLA

"Beija-Flor"



BEIJA-FLOR




Quando a última flor

do último jardim morrer,

beije-me, beija-flor.

Que eu vou virar um jardim

cheio de flor pra você.





Kátia Drummond

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"SUA AUSÊNCIA"


SUA AUSÊNCIA


De: Maria Mendes



Na madrugada fria a sua voz me aquecia.

Sua conversa a cada minuto me convencia.

A constatação da nossa sintonia

Parecia a cada minuto se ajustar.

O encanto, a magia, o universo conspirando

E unindo dois corações que estavam

Desacreditando de amar.

No vazio de um mundo frio

Você me mostrou o que é amor.

Aos poucos minhas raízes voltaram aflorar

A vida solitária sem razão nem explicação

Com você voltei a sonhar.

O que faço com essa vontade de você?

Ah, que falta você me faz!

Não posso viver com esta ausência

Preciso dos seus beijos, do seu carinho.

Minha alma inquieta fica a sonhar...

Os dias se tornam eternidades até eu

Poder voltar tocar seu corpo, sua boca.

Necessito te olhar e cada dia constatar

Que não estou sonhando, estou amando.

Jamais te deixarei partir

Você é parte de mim, Te amo.

'PRECISO DO SEU AMOR"

PRECISO DO SEU AMOR


De: Maria Mendes



Na madrugada fria a sua voz me aquecia.

Sua conversa a cada minuto me convencia.

A constatação da nossa sintonia

Parecia a cada minuto se ajustar.

O encanto, a magia, o universo conspirando

E unindo dois corações que estavam

Desacreditando de amar.

No vazio de um mundo frio

Você me mostrou o que é amor.

Aos poucos minhas raízes voltaram aflorar

A vida solitária sem razão nem explicação

Com você voltei a sonhar.

O que faço com essa vontade de você?

Ah, que falta você me faz!

Não posso viver com esta ausência

Preciso dos seus beijos, do seu carinho.

Minha alma inquieta fica a sonhar...

Os dias se tornam eternidades até eu

Poder voltar tocar seu corpo, sua boca.

Necessito te olhar e cada dia constatar

Que não estou sonhando, estou amando.

Jamais te deixarei partir

Você é parte de mim, Te amo.

"SENTIMENTAL"

SENTIMENTAL


De: Maria Mendes



É, queria ouvi sua voz, você me faz falta.

Neste vazio infinito estou sozinha.

Vi as nossas chances aos poucos morrendo.

Achei que você entenderia o meu adeus.

Eu errei, mas diga-me aonde esta o erro?

Quem está magoando quem?

É eu deveria ter pensado melhor,

É verdade, deixei nosso amor de lado.

Tentar explicar, simplesmente eu não sei.

Choro, mas lágrimas não me ajudam amenizar.

Porque nos perdemos de nós mesmos?

Vejo em mim a paisagem mórbida.

Lembranças contidas na alma.

O coração demente sem noção.

Quer achar razão para o conformismo.

Continuo esperando o tempo passar.

A confusão sentimental, não é o meu habitual.

Você deu muito de você, me deixou a vontade para partir.

Não posso ir assim sabendo que está sofrendo.

Estou voltando para meu interior secreto.

Na minha ausência encontre uma saída.

Recomece uma nova vida.

sábado, 28 de novembro de 2009

"A MÁSCARA"



" A MÁSCARA"




Nem o silêncio

que pensas seguro

te salva ou te defende

dos que te encostam ao muro.



Te usam!

Te abusam !

Te lambuzam!



Passando a mão na vaidade

sem respeito e sem emoção



Escondendo na máscara a verdade.



luizacaetano

"DIZER ADEUS"

"DIZER ADEUS"




Dizer Adeus

ainda que em silêncio,



é partir

para o outro lado de mim ...



É como morder as lágrimas

em cada aceno

e passar a derradeira fronteira



do oceano branco e breve

de alguma secreta embarcação



Lá no cais velho das partidas

onde os barcos chegam e partem

e se esvaziam para sempre

de nossas vidas.
 
 
Luiza Caetano

domingo, 15 de novembro de 2009

Maria Mendes

NÃO PEÇA PRA TE ESQUECER


De: Maria Mendes






Sem chão, perco a razão quando você diz:me esqueça.

O coração dilacerado, não pode ser ilusão.

O meu estado desesperador.

Ah, minha amada, se soubesse a dor que sinto

Chego estremecer, perco o sentido de viver.

Como pode pedir para eu deixar de te amar?

Eu não saberia viver sem o seu amor.

Será que não percebe que a minha vida é você!

O meu viver é amar você.

Juro que já tentei!

Tentei de todas as formas te esquecer.

A minha loucura foi crer.

Fecho os olhos e busco as lembranças

A sua pele, o toque dos seus lábios.

Fico louco só em pensar que não vou

Voltar a sentir sua pele, seu cheiro.

Como arrancar este amor do meu coração?

Passo dias e noites na escuridão

O que importa a vida sem o seu amor?

Por favor, não peça para eu esquecer você.

Não jogue fora os nossos sonhos.

O sentido da minha vida é acreditar

Que nossos sonhos juntos vamos realizar.

Com todas as minhas forças eu vou lutar

Nesta vida vim para te amar.

Você é minha razão de viver.

Não peça para te esquecer.

Maria Mendes

OLHOS NOS OLHOS


De: Maria Mendes



Olho no olho e a confirmação.

Como desejei sentir as batidas do seu coração.

De perto o sorriso encantador.

O coração é conhecedor.

Dentro dos seus olhos busquei emoção.

Na timidez o sorriso contido.

Sem química perde o sentido.

Sem ela tudo é em vão.

No imenso vazio tento encontrar a razão.

Quem manda no coração?

Se não tiver sintonia entre as almas.

É hora de refletir, vale a pena insistir?

Vamos dar as mãos, mais vale uma linda amizade.

Estou abrindo meu coração.

Não encontro maneira diferente de dizer.

Nem mesmo sei como fazer.

A verdade para você saber.

Não quero te perder, sua amizade manter.

Vida em movimento sem tempo pertinente.

Talvez no futuro você possa me esperar.

Quem sabe lá possamos nos olhar

E uma nova era começar.

Na vida nem tudo é desilusão.


Pra tudo há uma solução.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

POETA JORGE LIMA

Poema este de cunho denunciativo, o qual fora feito durante a Revolta Igarapeaçuense de 2007, que se sucedeu em virtude de várias irregularidades políticas, tais como a falta de merenda escolar na educação municipal; do FUNDEB não pago aos Funcionários e Educadores e, por fim, devido à falta de Transporte Escolar aos estudantes das agrovilas, muitos dos quais perderam o ano letivo por não poderem se deslocar aos estudos, nos meses de agosto e setembro do referido ano.
*SAAE: Sistema Autônomo de Abastecimento e Esgoto. Um trocadilho com o verbo sair, lembrando que a água do município, até hoje, é de má qualidade em vista do excesso de metais pesados: ferrugem e cloro. É uma crítica ao órgão público como forma de pressionar a solução do problema.












ENGOLIR SAPOS

Liguemos a torneira de Igarapé-Açu
e a água *SAAE
com ferrugem.

E como que num passe de mágica,
Essa mesma água,
Ao se escorrer pelo chão
transforma essa terra sabe no quê?
Transforma essa terra
numa insuportável lama de corrupção.
Lama esta
onde alguns porcos oportunistas
se deitam e se deleitam
à nossa custa,
Mamando nas tetas
de uma *encurralada vaca.

Eis um *casamento perfeito:
O do suborno
com a extorsão

No fim,
O povo igarapeaçuense
bebe dessa água suja
Parecendo não achar tudo isso
ruim.

Jorge Lima(2007)



(Respeitem os direitos autorais,dando os créditos ao autor)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

POETA JORGE LIMA!


REAL OU VIRTUAL? EIS A QUESTÃO...

Não me canso de olhar pra esse rosto,
Como se eu fosse um telescópio
Na dúvida
quanto à descoberta de um novo planeta.

Perco noites e dias
tentando decifrar através de teclas
o que esta nova face representa para mim.
Se apenas uma atração passageira,
Tipo a aparição de uma estrela cadente,
Ou se um sólido amor à primeira vista.

De minha parte eu pareço mais é
um devoto de Nossa Senhora de Nazaré,
Que com os olhos fixos na imagem
Em profundo silêncio
faz a promessa:
O pobre coração pede pra Deus
muito mais que uma simples amizade.

Por isso se de um lado,
da musa, o poeta conforma-se com a inspiração,
de outro, o homem, perdido no deserto,
Anseia por um rio que seja de verdade,
Ao invés de correr em vão
atrás de miragem.

Jorge Lima

(Respeitem os direitos autorais,dando os créditos ao autor)

POETA JORGE LIMA!




Bom Apetite!

Escrevo poesia
Como quem prepara o feijão nosso de cada dia.

Primeiro derrama-se
na mesa, as idéias.
Encadeando as boas pra um lado,
Separando as que não servem,
Para o outro.

À essa altura
observa-se atentamente
grão por grão,
palavra por palavra,
De modo que se por ventura
aparecerem algumas pedras
no meio do caminho,
Ao lixo certamente
elas hão de ser atiradas.

Também não pode faltar na receita
algumas pitadas de rima,
três colheres de metáfora,
uma de sinestesia...
Ah! O tempero é a gosto.
Porém a medida certa e
a combinação desses elementos
só tornar-se-ão experiências bem sucedidas,
dependendo da habilidade que se tem
para com a língua

chuuuuuuuuuu...!
chuuuuuuuuuu...!
Até que enfim a pressão apita.
Após meia hora de tempo
encerra-se a labuta e
para o banquete
o poeta
chama os convivas.
Posto na mesa,
Recém saído do fogo...
- Gente, O poema...
está pronto.
Sirvam-se!


Jorge Lima

(Respeitem os direitos autorais,dando os créditos ao autor)

POETA JORGE LIMA!




MIRA FATAL

Eis um olhar de águia real
advindo de longínqua distância,
Lá das bandas do céu europeu.

Que depois de certa manobra
Ela mergulha impiedosa,
Por entre as copas
da diversidade amazônica.

Estava eu de costas,
E sendo vítima de uma implacável ação
Eu senti o bote certeiro
em meu perambulante coração.

Presa fácil eu me fiz!
Bem que me deram o alerta
sobre a absurda potência dessa luz.

Todavia aos olhos de meus instintos
O toque de recolher veio-me em vão.
Consequentemente fui transformado
em estátua de sal.

Agora sofro
com intensa ardência
na chaga de meu peito.

E nem todos os rios
da Amazônia juntos
conseguem aliviar a sede
sequer dos meus lábios.

Sendo assim fico à mercê de mim mesmo
Feito bicho empalhado,
Ribeirinho encantado...
Entregue e carregado pelas garras
da paixão,

Aguardando somente o momento
em que os filhotes dessa águia
venham a se fartar de minha
apimentada carne.

Jorge Lima

(Respeitem os direitos autorais,dando os créditos ao autor)

POETA JORGE LIMA!











Em Coma...





Meu coração pulsa descompassadamente
Devido à falta de respirar o amor.
Por isso não vejo a hora d’ele
vir a cessar-se de repente
Como forma d’eu me ver livre
desta latejante dor

Sigo porém auxiliado por aparelhos
Pois só assim, vivo, é que ainda estou.
Papel e caneta, meus fundamentais elementos,
Suprem a escassez do cheiro da flor

Mas ainda suspira, uma pálida esperança.
E então sob forte anestesia
Fico deitado em imensa cama,
à espera do transplante:
Aguardo exalar o milagre
da perfumada mão
que me levante,
Levando-me a desejar
a eternidade.

Jorge Lima


(Respeitem os direitos autorais,dando os créditos ao autor)

POETA JORGE LIMA!

Poema este que homenageia todos os poetas e poetisas, meus contemporâneos.
*São Sebastião: Padroeiro da cidade de Igarapé-Açu, onde vivi 10 anos.
*"água ardente dentro do pote", menção a uma tradição religiosa, onde existe o consumo de cachaça entre os devotos do santo durante a caminhada com a imagem



CHUVA DE POESIAS

Igarapé-Açu,
Inspiração aquecida intensamente
pelo clima equatorial,
Por onde a canoa, à deriva,
Do Tupã, deus da Amazônia,
recebe o sinal.

São versos caídos no topo mais alto do Pará,
Até então escondidos a milhares de órbitas e galáxias
do nível do mar.

De tão inusitado o milagre,
Feito por *São Sebastião e São Pedro,
O que era calado já fala
Apesar das repressoras águas de janeiro

*Água ardente de dentro do pote,
Rimas que de repente
deixam o poeta porre

E nesta embriaguez,
Junto ao meu lirismo,
Enxergo a aparição de outros companheiros
na proscissão do ofício:
Nos banhamos de sol e chuva
literaturamente
ante a luz do divino

Jorge Lima (2004)



(Respeitem os direitos autorais,dando os créditos ao autor)

POETA JORGE LIMA!


(Imagens do poeta Jorge Lima)

Respeitem os direitos autorais!!!
































RECONSTRUÇÃO

Atenção, atenção,
Minhas senhoras e meus senhores!
Em princípio
eu estaria aqui
em prol de declamar poesias românticas.
Diante, porém, de um fato
gravíssimo,
Este momento aqui eu já improviso
a fim de fazer a seguinte denúncia:
Duas mãos desumanas rasgaram-me
um precioso poema.

Droga!
Dediquei-me aqueles
versos como nunca.
E o que em troca eu recebo?
A minha própria musa
os deixou em pedaços
Como se eu tivesse lhe dado
um presente de grego.

- Homero, Vinícius, Platão,
João de Jesus... ouçam-me:
Duas bárbaras mãos
cometeram a heresia de me torturar,
De me torturar rasgando-me
e jogando fora meu precioso poema

E era um poema de amor!


Deus que me perdoe
Mas aquele inconseqüente par de mãos sim
É que merecia ser jogado...
E bem em cima d’ uma fogueira.

Aquele meu precioso poema!

Que as feiticeiras da Amazônia
transformem aquelas mãos,
em patas.
Que pelas autoridades
sejam eternamente acorrentadas...
Enfim, minhas senhoras e meus senhores,
Condenemos com o nosso dedo
todo e qualquer tipo
de crueldade,
Existente em nossa atual sociedade.

Só denunciar ou apontar, todavia,
não basta.
De minha parte é preciso que o poema,
Eu o refaça.

Eduquemos nossas crianças de hoje
a decifrar o maquiavélico jogo
de cartas marcadas.
Podemos vencer nosso inimigo
com as mãos abertas,
Desarmadas...
Abramos a ele o outro lado
do coração,
Onde ao invés de ódio e vingança
Exploda somente a força do amor.

Mas se seu relacionamento está em crise,
Que tal presentear a alma gêmea
com um buquê de flores?
Sejamos mais amáveis entre si.

Rasgaram o meu poema,
minhas senhoras e meus senhores,
Mas a poesia ainda permanece em mim,
Inteira e intacta,
Sem pausa...
Nem fim.

Jorge Lima


sábado, 24 de outubro de 2009

PARA LENINHA-SOL!!!!!!!!




Obrigada,amiga,pelo carinho!
Beijinhos....

PARA LENINHA-SOL!!!!!!!!




Obrigada,amiga,pelo carinho!
Beijinhos....

Pássaro do Amor




Pássaro do amor.



mudo de cor ...

viro flor,

Brilhante,

incolor.

Raio de Sol,

o pássaro do amor...

Menina, mulher,

Olhar e riso,

pra te ver ,

te lembrar,

te encontrar,

Ali repousar.

Mudo de cor...

pra que me chames,

me escondo,

no verde da folha,

na pétala da rosa,

agora sou perfume.

me disfarço,

encosto,

viro sombra ...

Não é a tua.

é a minha...

eu sou cada pensamento teu.

namoro contigo,

moro,

habito...

Tua luz,

Tua Vida.

Tua casa

Teu Amor.



beijo com amor.
L.SOL

Amor de Sol

Amor
o infinito silêncio
diante de todas as palavras.
se entendes,
é mais que um corpo de carne,
que nem quero te ofertar...
O que te ofereço,
é a luz perfeita
essa é tua...
é esse o corpo que é teu.
A vida que guardei pra percorrer contigo todos os caminhos,
e colher todas as flores ...
te enfeitar.
é o que conheço,
por isso esse caminho,
que percorro com prazer...
e tiro os sapatos.

LSol
13.10.09

DIVINAS

Repito tuas frases
como se te ouvisse ,
um sorriso terno de meus lábios
acariciam...
ouço,
teu modo de conduzi-las...
repito
e afago cada uma,
preciosas...
divinas!
Repito tuas frases,
Saudosa de ti.

L.Sol
20/10/09

TROVADORISMO

É o período da literatura, que vai de 1189 a 1434. Foi uma forma de expressão artística, característica dos poetas medievais.
Os ségreis eram os declamadores profissionais, que faziam poemas, iam de castelo em castelo e cobravam para recitá-los. Os jograis declamavam os poemas de outros escritores. Foram os que mais contribuíram na divulgação do estilo literário. Percorriam castelos, cidades, animando feiras, festas e torneios.
Os trovadores eram nobres que faziam poesias, compunham as músicas que as acompanhavam e recitavam entre amigos e parentes, por amor à arte.

Esses três tipos de recitadores difundiam um tipo de composição poética de origem provençal (sul da França), que se expandiu no século XII, por grande parte da Europa. O trovador representava os ideais da cavalaria, com a glorificação do amor distante e a idealização da mulher, criatura considerada a mais nobre e respeitável. O cavalheiro perfeito era corajoso, leal, namorado galante e fiel.




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LIRISMO TROVADORESCO
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Quando as poesias eram recitadas, ou cantadas por coros gregos, instrumentos como o alaúde, a flauta, a lira, a viola faziam o acompanhamento, criando uma atmosfera apropriada.
As poesias líricas tinham caráter subjetivo, expressando os sentimentos e experiências próprias do poeta.




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Tipos de cantigas
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Cantiga Provençal
Havia duas correntes de poetas: os que procuravam o estilo claro, simples, direto e os que procuravam o modo mais rebuscado e obscuro.


"Quando o rouxinol entre as folhagens
cede ao amor, chama-o e acolhe-o,
e lança seu canto portador de alegria,
e contempla à vontade sua companheira;
quando os riachos são límpidos e os prados floridos
dessa alegria nova que reina em toda parte,
uma grande alegria me invade o coração..."

Jaufré Rudel (estilo claro)

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LÍRICAS - cantigas de amor e cantigas de amigo
Cantigas de amor
O tema é o amor cortês, ambientado nos palácios. O trovador declara seu amor à sua "Senhora", uma dama aristocrática, distante, superior, a quem se mostra submisso, implorando sua atenção. O sofrimento do homem é constante, diante do amor quase sempre não correspondido.
"Como alguém que enlouqueceu,
senhora, com as grandes dores que viu,
e não foi feliz e nem dormiu
e depois, minha senhora, morreu:
Ai, minha senhora, assim morro eu!"

Canção da Ribeirinha (1189)
Paio Soares de Taveirós
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Cantigas de amigo
Surgiram do sentimento popular. Sua linguagem é mais espontânea. A princípio não eram escritas, mas após o surgimento das cantigas de amor, passaram a ser concretizadas em textos. Foram reunidas em volumes chamados cancioneiros.
Eram escritas por homens, embora o tema fosse os sentimentos femininos, os sofrimentos de separação, saudade e incerteza, em relação ao amigo (namorado ou amante).
São ambientadas na zona rural. As personagens são a camponesa que sofre de amor e a quem faz confidências (amiga, mãe, ou elementos da natureza).
"Ai flores, flores do verde pinho!
Se sabeis notícias do meu amigo!
Ai Deus! E onde está?
Ai flores, flores do verde ramo,
Se sabeis notícias do meu amado!
Ai Deus! E onde está?
Se sabeis notícias do meu amigo,
Aquele que mentiu no que me jurou!
Ai Deus! E onde está?
Se sabeis notícias do meu amado,
Aquele que mentiu no que combinou comigo!
Ai Deus! E onde está?"

D. Dinis, o príncipe-poeta
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SATÍRICAS - cantigas de escárnio e cantigas de maldizer
Nessas cantigas, os trovadores satirizavam situações, como os costumes do clero, dos nobres, das damas, em situações de decadência, covardia, adultério, entre outros temas.

As cantigas de escárnio apresentam críticas indiretas e irônicas, nas quais se observa ambiguidade.

As cantigas de maldizer apresentam críticas diretas e grosseiras, em forma de denúncia.

POESIA SIMBOLISTA

Representa uma reação contra as idéias materialistas do Parnasianismo. Teve maior aceitação na Europa.
Características:

musicalidade - aliteração (repetição de som) e assonância (repetição de vogais e consoantes).
subjetivismo - presença do eu-lírico.
religiosidade
sugestões e simbologias
visão espiritual da mulher
culto ao vago, ao etéreo
Autores: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimarães
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CRUZ E SOUSA - introdutor da poesia simbolista no Brasil. Suas poesias estão ligadas à espiritualidade e à metafísica. O emprego de iniciais maiúsculas nos nomes comuns tem o objetivo de destacar angústias e ânsias.
obras:"Broquéis" (poesia) e "Missal" (prosa).
ALPHONSUS DE GUIMARÃES - "Simbolista Perene".
obras: "Kiriale" (poesia); "Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte" (prosa).


Violões que choram...
estrofes I a V
Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento.

Noites de além, remotas, que eu recordo,
Noites da solidão, noites remotas
que nos azuis da Fantasia bordo,
Vou constelando de visões ignotas.

Sutis palpitações à luz da lua,
Anseio dos momentos mais saudosos,
Quando lá choram na deserta rua
As cordas vivas dos violões chorosos.

Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.

Harmonias que pungem, que laceram,
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram
Gemidos, prantos, que no espaço morrem... .

Cruz e Sousa

POESIA PARNASIANA

A poesia parnasiana é objetiva, descritiva e materialista, sem vínculo com a realidade. Outras características são a alienação, o rigor formal, a busca pela perfeição, a inspiração na Antigüidade clássica, a sensualidade, a presença de mitologia pagã e o uso de uma linguagem rebuscada.

PRINCIPAIS POETAS
TRINCA PARNASIANA - Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia.


OLAVO BILAC - apresentou poesias de temas variados, como o lirismo amoroso, a morte, a velhice, a existência humana, além da História Antiga e do Brasil. Conhecido como o "principe dos poetas brasileiros".
obras: "Via Láctea", "Sarças de Fogo".
ALBERTO DE OLIVEIRA - o "mais parnasiano"; escreveu poemas sentimentais, descritivos e satíricos.
obras: "Vaso Grego", "Vaso Chinês", "Obras Parnasianas".

RAIMUNDO CORREIA - suas obras apresentam reflexões de ordem moral e social, com versos pessimistas e filosóficos.
obras: "As Pombas", "A Cavalgada".


Via láctea
Soneto XIII
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" Eu vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac


Vaso Chinês
Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura -
Quem o sabe? - de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura:

Que arte, em pintá-la! A gente acaso vendo-a
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

Alberto de Oliveira

Terceira Geração

TERCEIRA GERAÇÃO - Condoreirismo (voar alto, como o Condor, em busca da liberdade); poesia social.
Poesias voltadas para os problemas sociais, denunciando as condições dos escravos negros e defendendo as idéias abolicionistas. Procuram conquistar e convencer o público, diante da causa defendida.
Principais autores:
Castro Alves escreveu poesias líricas e sociais. Tratou de maneira mais crítica e realista as questões do amor e do nacionalismo. Suas obras são um prenúncio do Realismo, por sua linguagem mais objetiva. No entanto, são carregadas de emoção, característica marcante do Romantismo.
obras:"Os escravos", "Espumas flutuantes", "A cachoeira de Paulo Afonso".
Sousândrade estreou na literatura brasileira com a obra "Harpas Selvagens", em 1857. Suas poesias apresentam teor abolicionista e republicano, além de uma compreensão mais ampla e crítica em relação à pátria e ao indianismo.


Marieta
Como o gênio da noite que desata
O véu de rendas sobre a estátua nua,
Ela solta os cabelos... Bate a lua
Nas alvas dobras de um lençol de prata.

O seio virginal que a mão recata,
Embalde o prende a mão... cresce, flutua...
Sonha a moça ao relento... Além na rua
Preludia um violão na serenata!...

... Furtivos passos morrem no lajedo...
Resvala a escada do balcão discreta
Matam lábios os beijos em segredo...

Afoga-me os suspiros, Marieta!
ó surpresa! ó palor! ó pranto, ó medo!
Ai! noites de Romeu e Julieta.

Castro Alves

Segunda Geração

SEGUNDA GERAÇÃO - poesia ultra-romântica, "mal-do-século" - caracterizada pelo pessimismo doentio diante da vida, pela entrega à melancolia, aos vícios e atração pela morte.
Principais autores:
Álvares de Azevedo escreveu poesia, prosa e teatro. Suas poesias apresentam contradições (dualismos), temas macabros e o medo de amar fisicamente.
Casimiro de Abreu transmite em suas poesias a melancolia, a nostalgia, o saudosismo, a solidão, o pessimismo e uma visão idealizada da mulher. O amor associa-se sempre à vida e à sensualidade insinuada.
Fagundes Varela escreveu poesias carregadas de sofrimento e de religiosidade, devido à morte de seu filho. Apresenta também características diferentes, como a preocupação com problemas sociais e políticos do país, de acordo com a terceira geração poética.
Junqueira Freire apresenta obras influenciadas ainda pela tradição clássica, embora esteja presente o pessimismo mórbido característico da geração ultra-romântica. Suas obras estão relacionadas à sua vida religiosa. Apresentam dúvidas e conflitos entre a vida espiritual e a vida carnal, material.


Soneto
Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

Álvares de Azevedo

Gerações Poéticas

PRIMEIRA GERAÇÃO - indianista, nacionalista e religiosa - a pátria e os elementos nacionais, como o índio, são exaltados. É uma fase marcada pela idealização.
Principais autores:
Gonçalves de Magalhães foi introdutor do Romantismo no Brasil com sua obra "Suspiros Poéticos e Saudades", em 1836.
Gonçalves Dias é o maior representante dessa fase, com suas poesias voltadas para a natureza e os índios. Ele implantou e solidificou o Romantismo na poesia brasileira.


Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso Céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias

POESIA ROMÂNTICA

Há um retorno aos valores medievais. Os temas estão ligados à religião, ao heroísmo, à exaltação da natureza e ao passado.
A fantasia, a impulsividade, o sentimentalismo, o mistério, os conflitos e a solidão são características marcantes.
Contrária à tradição clássica, apresenta uma linguagem mais simples e direta.
Os burgueses marginalizados transmitiam, através de suas obras, o negativismo, o sonho, a morbidez, o tédio. Já os burgueses engajados nas causas sociais se dedicavam aos trabalhadores oprimidos, aos escravos, exaltando em suas obras a liberdade, o progresso e os ideais republicanos.



sentimentalismo - a arte é centrada no coração, revelando o total envolvimento emocional do artista, que constantemente transmite tristeza, saudade e desilusão.
"Meu Deus! eu chorei tanto no exílio!
Tanta dor me cortou a voz sentida,
Que agora neste gozo de proscrito
Chora minh'alma e me sucumbe a vida!

Casimiro de Abreu


idealização - vários temas são idealizados, em meio à fantansia e à imaginação, com uso de comparações, metáforas e descrições minuciosas.
"Ó minha amante, minha doce virgem,
Eu não te profanei, e dormes pura:
No sono do mistério, qual na vida,
Podes sonhar apenas na ventura."

Álvares de Azevedo


egocentrismo - a maioria dos poetas românticos transmitem seus sentimentos mais íntimos e sua visão de mundo, voltados para si próprios.
"Era uma noite - eu dormia
E nos meus sonhos revia
As ilusões que sonhei!
E no meu lado senti...
Meu Deus por que não morri?
Por que no sono acordei?"

Álvares de Azevedo


medievalismo - interesse pelas origens do país, do povo e da língua. No Brasil, o índio representa as origens.

subjetivismo - os assuntos são tratados de forma pessoal, de acordo com os sentimentos e a maneira de pensar do poeta. Não é uma realidade total, mas parcial.

POESIA ARCADE

POESIA ÁRCADE

As principais características são o bucolismo, o pastoralismo, o objetivismo e o retorno à antigüidade clássica.


Principais autores e obras:
Tomás Antonio Gonzaga - "Marília de Dirceu";
Claudio Manuel da Costa - "Vila Rica" ;
José Basílio da Gama - "O Uruguai".



Soneto
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado,
E em contemplá-lo tímido esmoreço.

Uma ponte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado!
Ali em vale um monte está mudado
Quanto pode aos anos o progresso!

Árvores que vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.

Eu me engano: a região esta não era
Mas venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!

Cláudio Manuel da Costa





"Marília de Dirceu"
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro
que viva de guardar alheio gado,
de tosco trato, de expressões grosseiro,
de frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
dá-me vinho, legume, fruta e azeite;
das brancas ovelhinhas tiro o leite
e as mais finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte:
dos anos inda não está cortado;
os pastores que habitam este monte
respeitam o poder do meu cajado.
Com tal destreza toco a sanfoninha
que inveja até me tem o próprio Alceste:
ao som dela concerta a voz celeste,
nem canto letra que não seja minha.
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

Mas tendo tantos dotes de ventura,
só apreço lhe dou, gentil pastora,
depois que o teu afeto me segura
que queres do que tenho ser senhora
É bom, minha Marília, é bom ser dono
de um rebanho, que cubra monte e prado;
porém gentil pastora, o teu agrado
vale mais que um rebanho e mais que um trono.
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

Os teus olhos espalham luz divina,
a quem a luz do sol em vão se atreve
papoila ou rosa delicada e fina
te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d'ouro;
teu lindo corpo bálsamos vapora.
Ah! não, não fez o céu, gentil pastora,
para glória de amor igual tesouro!
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

Tomás Antonio Gonzaga

Poesia Barroca

POESIA BARROCA

Uma das principais características é a religiosidade.
O conflito entre os ideais impostos pela igreja Católica (Teocentrismo) e os ideais humanistas (Antropocentrismo) foi transmitido na forma de poesias que transparecem desequilíbrio e desencanto, com uso de uma linguagem rebuscada, repleta de antíteses, paradoxos, hipérboles, anáforas, metáforas, hipérbatos e sinestesias.


Principais autores e obras:
Padre Antonio Vieira - "Sermão da Sexagésima";
Gregório de Matos - "Cristo Crucificado";
Bento Teixeira - "Prosopopéia".


"A mesa D.Angela"
Anjo no nome, Angélica na cara!
Isso é ser flor, e Anjo juntamente;
Ser Angélica flor, Anjo florente;
Em quem, senão vós, se uniformara.

Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
De verde pé, da rama florescente;
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus o não idolatrara?

Se pois como Anjo sois dos meus altares;
Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda;
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que por bela, e por galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares;
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

Gregório de Matos

Poesias Modernistas

Soneto da fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes

Poesias Modernistas

Desapego
A vida vai depressa e devagar
Mas a todo momento
penso que posso acabar

Porque o bem da vida seria ter
mesmo no sofrimento
gosto de prazer.

Já nem tenho vontade de falar
senão com árvores, vento,
estrelas, e águas do mar.

E isso pela certeza de saber
que nem ouvem o meu lamento
nem me podem responder.

Cecília Meireles

Poesias Modernistas

Os ombros que suportam
o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à pota, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco me importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança:
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue,
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns achando bárbaro o espetáculo,
preferiam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida, apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade

Poesias Modernistas

Poesias modernistas
Já dizia o Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"


Ahhhhhh Camões..........
Se vivesses hoje em dia
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quantos analgésicos
E Xanax ou Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a página do Murcon
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo.

.............
este poema é da Encandescente do blog http://eroticidades.blogspot.com . Fica assim clarificado o autor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tudo me prende à terra onde me dei




Canção breve


Tudo me prende à terra onde me dei:
o rio subitamente adolescente,
a luz tropeçando nas esquinas,
as areias onde ardi impaciente.

Tudo me prende do mesmo triste amor
que há em saber que a vida pouco dura,
e nela ponho a esperança e o calor
de uns dedos com restos de ternura.

Dizem que há outros céus e outras luas
e outros olhos densos de alegria,
mas eu sou destas casas, destas ruas,
deste amor a escorrer melancolia.


Eugénio de Andrade

Eu sou destas casas, destas ruas


Canção breve


Tudo me prende à terra onde me dei:
o rio subitamente adolescente,
a luz tropeçando nas esquinas,
as areias onde ardi impaciente.

Tudo me prende do mesmo triste amor
que há em saber que a vida pouco dura,
e nela ponho a esperança e o calor
de uns dedos com restos de ternura.

Dizem que há outros céus e outras luas
e outros olhos densos de alegria,
mas eu sou destas casas, destas ruas,
deste amor a escorrer melancolia.


Eugénio de Andrade

sábado, 3 de outubro de 2009

IZA* BEL MARQUES







Iniciando a Primavera,quero trazer uma poeta de Portugal

Seu nome,IZA*BEL MARQUES!
Uma pessoa,que é a própria Primavera!


Aqui,vou deixar =,algumas poesias de sua autoria.....APRECIEM!





Pintei meu rôsto da cor das papoilas
no suor da meia tarde, deu-me gozo
e prazer, ver minhas faces rosadas,
como se fosse o Sol a nascer,
ao romper da madrugada, na jovialidade
dos meus verdes anos, apreciando
o crescer das searas de trigo, no campo
dos sonhos realizados, amadurecidos
no seio da Primavera e assimetrados,
no Verão caloroso a restolhar,
nos meus ouvidos, a ceifa por entre
o murmúrio da água fresca da fonte,
bebida a golfejos; tilintando na garganta
de quem trabalha a terra, com sabor
a cortiça e argila, provente do cocharro,
barril ou bilha de barro, contendo
a frescura dos veios submersos da terra,
nos campos da Natureza, aonde
se construiram fortalezas e castelos,
recheados de medos, por entre o sorriso
do trigo e das papoilas, na juventude
do meu tempo, ora adormecidos,
na censurada mas persistente vontade
de acordar. Choram nos braços da terra
memórias daqueles que se dedicaram de alma
e coração a produtivas searas, que o tempo
vai levando ao mesmo tempo que arrasta
resteas de sementes, na cor viçosa do caule
e do rosto bem rosado, das papoilas
que continuam a germinar, renascendo-lhes
sempre um sorrir de esperança, em tantos
campos, ao abandono nas Terras do meu País!
by Iza*Bel Marques



Haja amor a doar

O Sol vermelho declina…
Declina, direcciona-se a outro horizonte.
A Lua assoma, com desenhos de papoilas,
Entrelaçadas a espigas a chorar, no espelho
Embaciado dos trigais desertados.
E o Sol vermelho declina… no Pôr-do-Sol,
Vertendo saudade e dor, nas palmas das mãos
Famintas, de afagar searas verdejantes
E douradas, debruadas com a cor rubra do amor,
Aquele que dá vida às sementes do pão, e liberdade
No sustento do viver, até nosso Pôr-do-Sol se diluir.
Haja amor a doar, trabalho sem esmolar,
E liberdade sem rastejar, respeito e dignidade.

by Iza*Bel Marques



MEU VÔO

No mar além tão profundo
Encontra-se cativo, um sonho
Meu, espera-me mergulhado
Num coral do mar, suponho

Que não poderei sozinha,
Lá chegar, no vôo que me prostrou
O sonho a pomba branca, singela avezinha
De peito ferido, por mágoas que passou.

Necessita ouvir o tropel,
De asas fortes de outras pombas,
Na direcção do seu batel,
E juntas conseguir banir as sombras,

Deste vôo em comunhão
Voar, voar, aterrar só ao encontrar,
O sonho que planeja, no meu coração,
Até ao coral, que irá entoar,

Cânticos libertos, com vozes de Paz e Luz,
Por entre o caminho do Eden real,
Que direcciona à dimensão, que conduz
Esperança paradisíaca, do Ser na vida Terreal.

by Iza*Bel Marques



Renovação

Hão-de brilhar estrelas
De cores por nascer,
Haja vida em cada viver
Pintem-se novas telas…

Renasça o horizonte
Que ontem pereceu
No dia que adormeceu,
Ao decair da noite.

No desenhar de quadros
Nasçam nos corações Adros,
De Luz, que ilumine os Céus.

Se a Terra já é castigada
Deverá ser renovada
De amor e por amor, meu Deus!

by Iza*Bel Marques



NUM MAR DE EMOÇÕES

Pelo corpo das minhas veias,
Corre um mar de emoções,
Desaguam nas quimeras
Ilhosas do tempo, em erupções

Entrelaçadas nas noites abertas,
Nos amanheceres eleitos
Na força livre do querer, onde flutuam
Palavras em vozes que ecoam

Na história
A memória,
Bebendo sonhos, no mar das Poesias
Que desbravam, falésias de raivas,

Na sombra de paredes vertiginosas
Albergando prados vivos,
Sob raízes de Terra, com laivos
Queimados, na embriaguês dos ares,

Retroflexos de emoções melódicas em pomares
De progredimentos, trepam emoções carpidas,
Nas encostas firmes dos vales e das serras,
Recebendo abraços de Vida,

Com sabor a néctares da Mãe – Natureza.

Iza*Bel Marques


ÂMAGOS DE AMOR

Ergo duas taças de cristal vermelho,
Brindo com um doce vinho verde,
A terra e o mar,
E aterro e elevo-me.
Na circunferência dos vidros…, espelhada,
Vejo tua linda imagem, dando alarde
Aos faróis das meninas dos meus olhos,
Embriagados nos âmagos do amor e da esperança,
Não diluem sentidos sentimentos eternos.

by Iza*Bel Marques



EM FINAIS DE NOVEMBRO

A praia estava deserta
Nos ombros do silêncio,
E eu, mergulhei os pés
Na maré semi-vazia,
Que ao pé de mim jazia
Exausta de solidão,
Fiquei ali… até que a maré
Cheia surgiu trazendo um navio,
Cheio de multidão,
E … fui embora, mas depressa
Ali regressei de novo,
Pois a praia me chama
Porque a amo em qualquer
Estação.

By Iza*Bel Marques



Nas ilhas do teu corpo,
sinto um morrer
e renasçer devoto
no enlouquecer,
de delírios apaixonantes
suportando o clamor...
de dois SERES ardentes,
que entre sim sentem o amor.
Nas ilhas do teu corpo, me perco
e encontro, esqueço quase tudo,
porque tu és quase tudo, no meu éco
de vida sóbria, proclamo-te meu mundo.
Um grito perene, olvida celas
da minha liberdade. És diadema também
nas ilhas caligraficas de alguns meus poemas,
nos registos sentidos, que de ti provêem.

Autora: Iza*Bel Marques




No Outono
As árvores vão-se despindo,
suas folhas caindo
rolando agora pelo chão,
já deram sombra no verão,

casa aos passarinhos,
berço a seus filhinhos,
agora, com a chuva a regar
veem-se folhas a desabrochar,

num verde côr de esperança
que pela mãe, avivam a lembrança
somos vida, precisamos de àgua beber,
somos vida, necessitamos de comer,

não nos motilem por gosto
nós somos o vosso encosto,
mesmo depois de terem o corpo inerte,
óh! arvore com vida, quem me dera ver-te

plantada no azul- cinza
cheio de encanto e beleza,
esta côr que o Outono traz ao mar,
parece que vem do Céu, para força nos dar.

Autora: Iza*Bel Marques


AMAR E ZELAR A NATUREZA É VIVER

Fui ao campo, ao encontro da Natureza,
senti encanto e beleza, respirei o ar puro,
a calma que procurava, usufrui a sombra
de verdejantes árvores, e ali senti vontade
de me sentar, mas...ao reparar que o chão
estava colorido de lindas folhas e flores
silvestres, exitei, e sómente me debrucei
para beijar uma flor,exalando o perfume
sádio e ímpar deste encontro fresco, puro,
calmo, e harmonioso, apetecia-me
permanecer lá mais tempo...estava a anoitecer,
a passarada recolhia ali, cantando lindos hinos
diversos, mas tive que voltar à cidade,
deste encontro ao campo, trouxe o ímpar sabor
doce de Vida deslumbrante e espectacular
da Natureza, voltei calma, serena, leve
e embebevecida pelo ar, senti-me purificada,
em liberdade, e exclamei: todos temos
o dever de defender e preservar a Natureza,
amá-la com muito amor e zelar por ela,
a Natureza oferece-nos Viver, é tão salutar
ir ao encontro das Árvores, das Flores,
dos pássaros e dos Trigais, quem sente
assim vontade de caminhar? rodeado entre
a Pureza que a Natureza tem, eu, vós,
e outros certamente!!

Que sejam todos a amar e a zelar pela Natureza.

Autora:Iza*Bel Marques



Sê forte na dor, paciente
na angustia e tenha calma
no desespero, afague a alma
na esperança, seu coração
sentirá inabalável Fé e amor,
pelo CRIADOR, por você
e pelo seu semelhante,
não vacile sinta a pureza
purificar o espírito,
ele é bem mais precioso
que o corpo materioso.

Autora: Iza*Bel Marques



A Amália Rodrigues, Fadista

Levou a vóz de Portugal ao Mundo,
amou o Fado, mais que sua vida,
cantou-o com garra e sentimento profundo,
Deusa-Fadista, mui amada é revivida.

Sua vida durante o sono adormeceu...
eterna embaixatriz Portuguesa-Fadista,
pelas veias dos dedos, poesia também verteu.
Amália vive como espírito-alma Artista.

Autora: Iza*Bel Marques

4 /10/2009






É assim,que IZABEL MARQUES se autoretrata:



Posso dizer-lhes que sou uma pessoa do bem, e retrato-me nos meus escritos poéticos. Iza*Bel Marques
Algarve
Portugal

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aprendi a viver em pleno vento

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei aos jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu de dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello B. Andresen

Aprendi a viver em pleno vento

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei aos jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu de dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello B. Andresen

domingo, 27 de setembro de 2009

"POR DENTRO DA MÚSICA"

"POR DENTRO DA MÚSICA"

Por dentro da música
morrem os violinos
num etéreo suícidio
dos dedos e da alma,

morrem as canções
desesperadas
numa trágica ópera
sem contralto nem tenor,

Por dentro da música
morre a poesia e morre o tempo
do tempo de te cantar amor,

Por dentro da música
morre o eco da minha voz
num palco vazio
sem rosas nem aplausos

LUIZA CAETANO

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

RECADINHO DE ADALJIZA!!!!!!!!

Adaljiza:

Caros amigos por motivos técnicos.. vírus ,tive que formatar meu PC e no qual perdi algumas fichas de inscrição,não ira mais acontecer pois tomei medidas para evitar isso futuramente
Peço a cada um de vcs que já tinham me enviado suas fichas me confirmem por email,
Salvo fichas que chegarão este final de semana, estas já estão agendadas
Reserve já sua pagina para o projeto ANTALOGIA ILUSTRADA
Proposta aos artistas e escritores
Apresento a você o casamento perfeito, trata-se de uma Antologia diferenciada. Um livro que reunirá obras de arte em tela e digital, poesia e crônicas românticas.
É um espaço aberto a todos os escritores e artistas plásticos de ambos os sexos que queiram registrar suas obras em um livro
Cada pagina será um meio de divulgação de sua obra.
Seja poema ou tela, pois constara nele seu breve currículo e dados de contatos.
Uma oportunidade otima, pois cada pagina terá o poeta e o artista trabalhando em conjunto e divulgando seu trabalho,
A proposta do livro e Antologia poética Ilustrada que será lançada na Bienal do Livro em São Paulo em 2010
Mais informações pelo e-mail comendadora@hotmail.com ou orkut adaljiza@gmail.com
peço a vc que reenvie a sua lista de amigos como divulgaçao e explicaçoes agradeço abraços
visualizar o perfil de Adaljiza: http://www.orkut.com.br/Profile?uid=18105266217996201579&mt=2

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aqui está MARIA MENDES!!!!!!!




"MARIA MENDES"

Mas quem é Maria Mendes?

Artista de teatro,poeta e uma linda pessoa!

Esta é a minha forma de ver Maria Mendes.

Humilde...quietinha,nem sabia que era poeta...

E que maravilhosa poeta ela é...

Por isso,aqui estão algumas de suas poesias e textos..

A forma que encontrei de homenagear a mais esta artista que por sinal é minha amiga!

Deliciem-se com MARIA MENDES!

Se quiserem mais,aqui tem:

página web:

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/mariamendes

SAINDO DE CENA

SAINDO DE CENA

Então você quer brincar de interpretar?
A vida é um grande palco, os holofotes
Acendem para você brilhar.
Não é improvisar, as adversidades tem que saber lidar.
Como é bela a arte de interpretar.
É sair de cena o seu corpo, permitir
Uma outra vida agir no seu lugar.
O processo de criação, passar emoção.
Você pediu o convite, vou pensar.
Nesta de querer brincar,
Quem mexe com fogo pode se queimar.
O mundo das ilusões nem sempre fica lá
Uma vez experimentada, ela vai aflorar.
Venha, vamos escolher o texto e as personagens criar.
Não pude deixar de me emocionar, o seu desafio aceitar.
Com você vou sonhar, ah não, é interpretar.
Dê-me sua mão, vamos viver juntos esta emoção.
Conheça outras dimensões, não há o que decorar.
Só observe o roteiro da vida, que caminho quer interpretar.
Então, sente-se seguro? Podemos começar?
Esqueça tudo, deixe seu coração falar.
O mundo vai presenciar a nossa arte de poetizar, digo: De encenar.
Se prepare às luzes vão se acender, segure minha mão.
O público começou a chegar, a platéia vai gostar.
No palco da vida os dramas, as comédias suas marcas vão ficar.
Aquele frio na barriga você vai superar.
É agora, lá vamos nós, adrenalina vai começar.
É sua vez, há meses que você lutou para aqui chegar.
Não se preocupe porque estou a te observar, se perder a deixa
Eu vou te lembrar, juntos o troféu vamos conquistar.
Assim é a vida de quem empresta sua vida para no palco encenar,
A arte de atuar é como o ar que necessitamos para respirar.

Maria Mendes públicado em 22/12/2008.

PARADA NO TEMPO


PARADA NO TEMPO

Parada á margem do tempo.
Lágrimas cai dos meus olhos
e nada está rimando.
Ontem é sonho,
Hoje a dor está chamando.

(De: Maria Mendes)

Parada no Tempo

PARADA NO TEMPO

Parada á margem do tempo.
Lágrimas cai dos meus olhos
e nada está rimando.
Ontem é sonho,
Hoje a dor está chamando.

(De: Maria Mendes)

VIVENDO DE SONHOS

Na medida em que o tempo passa.
Uma devassa dor destrói os sonhos.
Faz idéia do amor que despertou em mim?
A intensidade chega parar meu coração.
Há um caminho que um de nós vai seguir.
As palavras que voam com o vento.
Meus dias e noites viraram tormentos.
Passo o dia inteiro pensando em te.
O que eu quero é você pra mim.
A solidão sempre foi meu maior castigo.
Quero dizer, nem tudo é o que parece.
Eu continuo vivendo do sonho de esta
com você.

(De: Maria Mendes)

O que procurar?



O que procurar? Nem eu mesma sabia
Um dia tudo isso se esclarecia
Os anos passaram, minha vida mudou
Busquei encontrar o que tanto venho a procurar
Sonhava com como seria o dia que te encontraria
Esperança era a o que mim mantinha
Você iria aparecer pra mim
Criei muitas imagens de como seria seu rosto
Fui desenhando seu rosto no espelho d’água
Até um dia que entre tantas pessoas eu te reconheci
Minha alma gêmea, meu coração perdeu a razão
Minhas inspirações estavam certas
Você existe e nasceu pra mim
Amo-te mais do que a mim mesma
Meu coração sorrir chama por te
Agora que te encontrei, minha tristeza aumentou
Estamos separados por milhas, a dor da distancia física,
Minha alma ferida, coração dilacerado
O medo de um dia você não saber esperar
Agora que te encontrei
Já não saberei viver sem você,
Meu dilema e o medo de te perder
Minha alma chorar, mim pergunto por que?
No destino devo eu acreditar?
Não posso mais esperar


(Maria Mendes)

Alma Ferida


Alma Ferida

(De: Maria Mendes)

Amo você antes mesmo de você saber
Antes de você nascer
Até antes de eu saber quem era você
Meu amor, foram buscas eternas
Antes de saber falar
Estava a procurar
Os livros de historinhas que ganhava
Logo dispensava
Engatinhava na estante para outros procurar
A procura de algo para minha alma alimentar

Delírio da paixão


DELÍRIO DA PAIXÃO.

(De: Maria Mendes)


Esta ausência aos poucos me toma.
Á distância tem esta diversidade.
Meu caminhar é descompassado.
Com o mar vou conversar.
As ondas parecem me acariciar.
Enquanto eu construía castelos de areia.
O sol se pondo uma beleza ímpar.
A natureza parecia compactuar.
As ondas levaram os castelos para o mar.
Arte imita a vida não há o que contestar.
Dar valor a quem nos dar prioridade.
Com o tempo aprendemos quem conta de verdade.
Não deixe a vida passar.
Não construa castelos de areia na beira do mar.
Tente demonstrar ao invés de calar.
Atrevo-me arriscar entrando de mar adentro
Ao encontro do horizonte irei te buscar.
Lutarei contra as tempestades em alto mar.
No amanhecer o sol volta a brilhar.
Na certeza que nos seus braços vou descansar.
O teu corpo é luz, sedução.
E no teu olhar, delírio de paixão.

Delírio da Paixão

DELÍRIO DA PAIXÃO.

(De: Maria Mendes)


Esta ausência aos poucos me toma.
Á distância tem esta diversidade.
Meu caminhar é descompassado.
Com o mar vou conversar.
As ondas parecem me acariciar.
Enquanto eu construía castelos de areia.
O sol se pondo uma beleza ímpar.
A natureza parecia compactuar.
As ondas levaram os castelos para o mar.
Arte imita a vida não há o que contestar.
Dar valor a quem nos dar prioridade.
Com o tempo aprendemos quem conta de verdade.
Não deixe a vida passar.
Não construa castelos de areia na beira do mar.
Tente demonstrar ao invés de calar.
Atrevo-me arriscar entrando de mar adentro
Ao encontro do horizonte irei te buscar.
Lutarei contra as tempestades em alto mar.
No amanhecer o sol volta a brilhar.
Na certeza que nos seus braços vou descansar.
O teu corpo é luz, sedução.
E no teu olhar, delírio de paixão.

domingo, 13 de setembro de 2009

CÉSAR MAGALHÃES BORGES



Uma composição cubista



Vi uma mulher

carregando

o seu olhar



Um pouco mais adiante

uma menina levava nos ombros

a sua leveza



Outra pessoa

ostentava

os seus lábios



A cor de seus cabelos

seguia com alguém

o mesmo corte



Uma garota

bailava

seus gestos



Um traço,

contornos de sua face,

morava no rosto

de alguém que passava



A melodia de sua voz

ecoava

em outras palavras

(vento ventríloquo

ouvido e memória)



Tanta gente,

ruas, cidades,

imagens,

aromas

aforas

afins...



De todas as coisas que

imaginei

houvessem se perdido,

um quadro se monta

em você



do meu lado,

um sorriso.



César Magalhães Borges in Folhas Soltas(poesia incidental)