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sábado, 21 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!





(Tela de Luiza Caetano).






A todos que aqui vêm, com muito carinho e afeto, agradeço a visita, e quero desejar votos de um Feliz Natal.
Que as bençãos do Menino Jesus, cubram as vossas cabeças, anunciando paz e amor!










quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Luiza Caetano

(Imagem google).
IN MEMORIUM

Ela se foi
para além da vida
numa viagem
sem regresso
nem despedida.

Absurdamente
e mil vezes morrida.

Ela se foi
contra a vida
dum verso convexo,
dum ângulo sem medida
com a dignidade
mil vezes ferida.

Viajou
sem ingresso de regresso
e o silêncio me invade

Hoje de eterna saudade

LuizaCaetano -2013/11./25

Jorge Lima.

SAINDO PARA SE TRATAR...

Jogado aos leões
Por meio de suas definições de inquisição.
Demagogia com jeito de poesia.
Filosofia, floreio, política a parte.

Discriminação disfarçada,
Pela manta sagrada, com ar de piedade.

Cada qual cuidando do seu território,
Defende-se com unhas e dentes
O reino animal do selvagem capitalismo.
Quem o vegetariano imoral pensa que é?
Enquanto uns querem reforma
Ele quer o novo, em vários sentidos,
Muito pretensioso!

Cuidados:
Tom de ameaça, piedade,
algumas verdades...
e sobre o fenômeno do ser humano
virar-se em ser um monstro...
Todos têm em si disso um pouco.

Senhor de engenho
Dando suas chicotadas
Enquanto outros sem rosto aparecem de surpresa.
A presa está tonta,
O leão a cerca...

No entanto muitos querem entrar no terreiro
Várias miras se voltam contra o bode expiatório,
Espiões, escorpiões, amigo miragem.

-Tiro de misericórdia nele e
se ele já brincou uma vez com a morte,
Agora que se dane.
Nossos pecados vão queimar junto com os dele
Por que os dele são mais graves
Ataquemo-nos, incisivamente, ô compadre.

Jorge Lima (27/11/2013)

Poema inspirado no texto do incontestável Leonardo Boff, postado na linha do tempo da querida amiga Dolores Jardim...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lúcia Polonio

Um Poema Para Ti



Eu quero escrever um poema
Que fale de ti, de mim
Do mundo em que vivemos
E das coisas que gostaria de fazer

Eu quero escrever um poema
Que fale de amores, de dores
De sorrisos e de saudades

Eu quero escrever um poema
Que faça tu pensares em mim
Assim como penso em ti

Eu quero escrever um poema
Para que nunca esqueças
o quanto tua ausência me faz sofrer

Eu quero escrever um poema
Para fazer com que minhas palavras
cheguem a ti, penetrem em tua alma

Eu quero escrever um poema
Para esquecer que em tudo
existe um pouco de sofrimento

Eu quero escrever um poema
Para que minhas palavras fiquem eternizadas
Em teu coração... em tua alma
Mesmo que nunca me queiras!



Lúcia Polonio

Lúcia Polonio

Encontro Comigo



Vivo em uma busca incessante por alguém que um dia fui
Busco-me por entre meus sentimentos mais profundos
Atravesso meus sonhos, meus pensamentos, minhas ilusões...
Temo não mais me encontrar

Busco-me nas noites silenciosas e frias...
Nas madrugadas tristes e sombrias
Nos arredores do deserto que existe em meu coração
Na melancólica melodia de minh'alma

Entranho-me nas profundezas de minha solidão
Caminho pelo deserto das palavras que não foram ditas
Espanto-me com a frieza dos meus gestos
E não me encontro

Desespero-me diante das desilusões,
do desprezo... das mágoas
Como encontrar-me novamente?
Talvez esse encontro jamais aconteça

Pois, de onde me perdi...
Jamais poderei ser encontrada!



Lúcia Polonio

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

LUA, MADRUGADA E MORTE- (Crônica) Jairo De Britto


LUA, MADRUGADA E MORTE* (Crônica) Jairo De Britto
(Imagem google)


Eu olho para a Lua quase todos os dias. Ontem eu olhei, mas rapidamente. O singularEclipse invadiu minha atenção, descaradamente, pelos telejornais. Três planetas alinhados (!) atrairam e distrairam astrônomos e leigos mundo afora! Compreensível (claro) que o fenômeno tenha sido celebrado, estudado e "traduzido" também por muitos astrólogos.
***
Não fiquei supreso, alegre ou triste. Trata-se apenas daquilo que acontece e existe; do efêmero que nos chega e assalta durante a ausência de nossa mais arguta atenção ou simplória (que seja) intenção.
***
Eu olho com TernuraSaudade (e mansamente) para Você todos os dias. Especialmente à noite, enquanto dorme. Embora tímido, romântico e sobre tantas coisas absolutamente cético, explico que não sou originalmente terno: Você me inspira Ternura!
***
E a Saudade, naqueles momentos, deve-se ao saber e sentir que a mulher que amo está assim: tão bem e distante; vagando em sonhos, transpondo precipícios, tateando no escuro ou sendo ofuscada por 'candeeiros' estelares - na vastidão de bilhões de galáxias! Ou que brinca com anjos, por entre nuvens azuis - em formato de animais que sabem a algodão doce.
***
Não me canso  de acariciar seu corpo, de velar e amansar seu sono. De, às vezes, apaziguar seus sonhos ao perceber quando um provável pesadelo se aproxima... Também com o sol a pino, eu procuro ouvir sua voz distante e quente. A voz da minha menina, filha, mulher, amante e mãe!
***
Quando lhe abraço, ou à distância me faço ouvir, você sabe perscrutar meandros do meu discurso e tato; percebe como estou, o quê se passa ou passou.
Quando me aninho em seus braços, é para quase sempre dizer-lhe o que não digo; para demonstrar-lhe a pura saudade daquilo que poderia ter sido - daquilo que poderá ser ou é...
***
Você se preocupa por demais com o meu "estar feliz"! Pois tranquilo lhe digo, sem orgulho ou medo, que vou ao Inferno e volto mais forte; que aos meus dias mais solenes e tristes devo a paternidade de ser mais que singular: eu busco a Beleza de todos os lugares, de todos os séculos, do Passado e Futuro.
Quero o Arco-Íris - o Pote de Ouro 'amarrado' numa das suas pontas; o inteiro Presente, a fauna, flora e gemas do Planeta que ora me acolhe. 
***
Aos 11 anos, descobri que era (e sou) uma Pessoa Noturna. À noite, raciocino melhor e mais rápido, escrevo melhor; observo e escrutino meu self com o mais afiado bisturi de que disponho: minha Língua/meu Verbo. Minha implacável autocrítica e as questões substantivas que, por entre ossos, sangue e estrelas, trafegam no multiverso há zilhões de milhões de milênios!
***
É muito bom chegar aos 50 sabendo que nada sei (Sócrates); que começo a me tornar o homem maduro que desejo ser quando aprendo a rir de mim mesmo (Goethe); de meus pequenos problemas que, com a lupa voraz do neurótico, amplifico - me culpo e castigo, inútil e bobamente -, em dias sombrios.
***
Gostaria de ter sido marceneiro, tipógrafo ou jardineiro. Gostaria de não ter sido tão vil e solerte quanto por vezes fui. Gostartia de aprender a mais perdoar. De encontrar homens com os quais pudesse conversar sobre sentimentos mais profundos ou mais confusos; mais prosaicos e profanos ou mais caros e metafísicos!
Bobagem. Falar com homens sobre AmorSolidão Morte (desta, inclusive, considerando-se Camus e a opção filosófica/existencialista pelo Suicídio), na sociedade hodierna, é praticamente um tabu; um pecado. Homens não falam, com outros homens, sobre tais "coisas"...
***
Mas, há um Oásis farto de alentos. Um rio em cio, com flora e fauna ricas em acalantos: as Mulheres, com sua afiada; afinada Intuição, sua augusta Sensibilidade. Elas, Atlânticas Amazonas, que emprestam seus sentidos todos e compartilham aquilo que a maioria dos homens considera 'nada' - além de um sanduíche de sandices!
***
Como vê, Querida, a noite é minha amiga; parteira de prosa e versos em línguas várias. É paciente, sabe que sou lento: sabe que "eu ando devagar, mas nunca para trás" (Abraham Lincoln). Aliás, Caranguejos não andam "para trás"!
***
Ao fim e ao cabo, o mais importante; a pura Verdade: eu quero a Beleza inteira dasMadrugadas, da Morte e todas as Luas - que me iluminam enquanto tantos e quase todos dormem. E é bom que durmam. Para que este silêncio, e a Música de Debussy("Clair de Lune" na agulha e veia), comigo reflita sobre a proposta do professor e filósofo espanhol Fernando Savater, em seu livro "Perguntas da Vida": 
***
"(...) É a consciência da morte que transforma a vida em assunto muito sério para cada um, algo que deve ser pensado. Algo misterioso e tremendo, uma espécie de milagre precioso pelo qual devemos lutar, em favor do qual temos que nos esforçar e refletir. Se a morte não existisse, haveria muito o que ver e muito tempo para vê-lo, mas muito pouco o que fazer (fazemos quase tudo para evitar morrer) e nada em que pensar."


*** 
*Jairo De Britto, em "Verdes Crônicas" (São Paulo/Capital, Brasil - 05/Maio/2004)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Homenagem a meu primo Carlos Eduardo Gonçalves Barril (CARLÃO)


Hoje faço aqui uma pequena homenagem a um grande homem, o primo querido, que foi ao encontro inesperado do PAI.
 

 Muita luz em sua caminhada .
 *Carlos Barril.*
R.I.P.




SER OU NÃO SER – EIS A QUESTÃO
Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar-me em armas contra o mar de angústias – e, combatendo-o, dar-lhe fim?
Morrer; dormir; Só isso. E com sono – dizem – extinguir dores do coração e as mil mazelas naturais a que a carne é sujeita; eis uma consumação ardentemente desejável.
Morrer – dormir – dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte quando tivermos escapado ao tumulto vital nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando e o achincalhe que o mérito paciente recebe dos inúteis, podendo ele próprio encontrar seu repouso com um simples punhal?
Quem agüentaria fardos gemendo e suando numa vida servil, senão porque o terror de alguma coisa após a morte – o país não descoberto, de cujos confins não voltou jamais nenhum viajante – nos confunde a vontade, nos faz preferir e suportar os males que já temos, a fugirmos para outros que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão se transforma no doentio pálido do
pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, refletidas demais, saem de seu caminho, perdem o nome de ação.

William Shakespeare (1564-1613) Hamlet, Ato III, cena 1




Um acontecimento inesperado, sempre mexe muito com a gente.
 Que Deus te acolha no reino da glória Carlos Barril.



Aceitar que Deus existe e que nos pede ação sempre, trabalho sempre, boa vontade sempre, perdão sempre, amor sempre.
Meu primo, se estivesse aqui e pudesse escrever alguma palavra que nós seres vivos, pudessemos ler, usaria o bom humor que lhe era caractéristico e faria piada da sua própria partida para o reino dos céus. Com certeza todos estão em festa no reino do céu... Deus o levou para se divertir com as piadas dele... R.I.P.












terça-feira, 12 de novembro de 2013

Luiza Caetano

UMA CEGUEIRA ANUNCIADA

Não vês que não consegues
tocar-me
apesar de ambiguamente
me chorares?

Não vês um cadáver
de espuma
desenhar-se nas palavras
que inapelávelmente
se acomodam e se calam?.

Não vês que a vida
é mais importante
do que as pequenas mortes
de cada instante?

Não vês
que nunca
se regressa
duma despedida?

LuizaCaetano 2013/11/12


(Imagem - Tela de Luiza Caetano)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Jane Rossi

(Imagem facebbok).
 Só pela Poesia

E quando a tristeza era presente
E a esperança já se despedia
Surgiu uma alma reluzente
Que foi um belo sonho em meus dias
Alguém que tocou meu coração
Me fez achar o rumo e a direção
E sem saber o bem que me fazia
Foi ele que fez Fênix ressurgir
Refiz minhas asinhas quebradas
Alcei um voo e pude prosseguir
Senti que a alma foi reinventada
Voando nos castelos da fantasia
Paixão nasceu, morreu e eu calada,
Mas a paixão foi só por sua poesia.

Jane Rossi

Ana Wagner

(Tela Luiza Caetano ) 
MILAGRE!

Tenho uma noite,
uma estrela
e o tempo de ver-te

deixa-me chorar
nos rios de teu corpo

livra-me do eterno
das feridas
do medo de sorrir

abre-me os braços
de nossa antiga cumplicidade!

Ana Wagner

Oswaldo Antônio Begiato


POETA E MULHER


Tu me vens agora
Com jeito de poeta
E força de mulher.

A língua ardendo em palavras
Cauterizando todos os outros sons; 
A boca cuspindo vulcões
Dentro de minhas certezas frias.

Vens com o corpo em brasa,
Avivada pela brisa feroz 
De teu sexo brasileiro,
Querendo derreter 
O ferro de meu coração
E transformá-lo num rio de lava.

Como poeta
Investigas meus instintos,
Fracionas minhas muralhas,
Divisas minhas resistências
E revolves meus segredos.

Como mulher
Sacodes meus nervos,
Eriças meu couro rígido,
Impregnas minhas veias com fogo
E me beijas um beijo impávido.

E sendo assim, de tal tamanho a invasão,
Que não há em mim homem que aguente tanta febre;
Então traduzo-me em carne e poesia,
Sem rimas, sem culpas,
Sem regras, sem suplícios. 

Traduzo-me livremente.





(Tela Luiza Caetano- Camões A Ilha dos Amores)

Célia de Almeida Alvarenga.

No arquivo da memória
Vasculhei tantas lembranças                               
(Imagem In Momentos facebook).

Tantos sonhos construidos
No alicerce da esperança
Sonhos que nunca esqueci
Outros que nem lembro mais
Alguns eu guardei comigo
Outros eu deixei pra trás...

Saudade de tantas coisas
Coisas perdidas no tempo
Que tirei do coração
E arquivei no pensamento
Saudade das ilusões
Dos tempos de adolescência
Dos impulsos, das paixões
Da gostosa incoerência!

E assim... dos meus erros e acertos
Arranhões de alguns espinhos...
Fiz rastros de experiências
Que deixei por meus caminhos!!!...

Célia de Almeida Alvarenga.

Jorge Lima

SOLO RARO 

Houve o dia em que um pássaro quisera entrar no mar.
Atraído pelo inusitado canto que vinha de lá.

Ele, que já conhecerá infinitas formas de cantar,
Trazidas pelo turbilhão do vento,
Quando que imaginaria boiar das águas
uma nova melodia a ponto de até fazê-lo parar de voar?

Daí o pássaro passará a filosofar consigo mesmo:
“Por que mergulhar, por que não mergulhar?”
Voz de sereia que lhe pegará pela pata...
E uma vez sem mais nada de serenidade,
Presente em juízo de seu ouvinte,
Sugou-o pelo redemoinho do amor.

Quis assim afogar-se por livre e espontânea vontade,
O louco passarinho,
Mesmo ciente do risco até de morrer.

Aquele não era o seu habitat, é verdade,
Mas aquele canto vinha de outra galáxia...
Irresistível escutá-lo com imparcialidade.

Jorge Lima (10/11/2013) BELÉM-PARÁ-BRASIL

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cecília Fidelli


  1. Explicação.

    No final do dia
     o inconformismo: Me conformar.
    Não tem jeito de mudar.
    Fecho os olhos, calo a alma ...
    Danço conforme a música ouvindo a voz
    do coreógrafo.
    Os versos são conhecidos
     em minhas versões intimistas.
    É o meu jeito de morrer um pouco todo dia,
    sem métricas ou rimas.
    Rendo-me, entrego-me,
    de acordo com a direção do vento.
    Aqui, quando não tem poesia,
    não tem também hipocrisia.
    Por mim,
    nunca ninguém entristecia.
    Se acontecesse,
    tomava logo um banho frio pra tirar o ranço.
    Pode não parecer mas sinto-me em paz.
    Mais um dia no tempo, perdido.
    Ou mais um dia perdido no tempo ...
    Tempo de lamentar sem chorar,
    o que se fez, o que se faz.
    Junto as reservas de ânimo.
    É raríssimo eu abandonar a idéia de lutar.
    Não diria que estou cansada,
    que secaram-se as lágrimas.
    Diria que estou exausta.
    Que as minhas penitências,
    são só minhas,
    que estou terminando meu turno.
    Por isso fecho os olhos e calo a alma.
    A atenuante é não chorar.

    Cecília Fidelli.









    Oh!
    Poetisa Cecília Fidelli!
    Como é bom para a alma e para os olhos.
    Sua poesia é real, é a vida, é o cotidiano que quem não é poeta, não consegue escrever.

    Parabéns!
  2. Muito obrigado pela visita, Dolores.
    Voce é um amor.
    Muito especial pra mim.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cecília Fidelli

Força em Ação.

Ontem,
eu queria que hoje fosse amanhã.
Sentimentos e pensamentos
sem razões plausíveis.
Estados da alma,
tão sutís quanto supérfluos
detectando momentos
que parecem indissolúveis.
No fundo, no fundo,
nossos instantes íntimos.
Uma mistura de melancolia com ternura.
Os dias amanhecem expressivos!
Enxertamos pontos de vista terrenos,
tão passageiros quanto o tempo,
com todas as luzes do universo.
Mas, discípulos do imediatismo,
visualizamos apenas
algumas lamparinas.

Cecília Fidelli.

Cecília Fidelli

Cecília partiu, mas sua obra ficou para a eternidade:

Corroídos corações in/felizes.

Nesta Terra,
somos todos como formiguinhas,
pelo menos
no contexto das aparências.
Em movimento,
articulados,
impacientes
e tomados pelo controle de qualidade
dos soberano$.
Complexo mundo perdido,
de evidências
e mistérios intocáveis.
Nos ferimos e morremos
todo dia.
Até parece que somos de brinquedo.

Cecília Fidelli.

Mírian Warttusch




Ser Tua

Ser tua... ser de ninguém,
Serei eu alguém de alguém?
Resposta que não se encontra,
Alma fria, só e tonta,
Ser tua...ó eu quisera
Inconformada quimera
Deixa a alma inconsolada,
Breve pausa nessa estrada
A fim de se achar alguém,
Que nos procure também...
Almas loucas transitantes
Sós, querendo ser amantes,
Uma à outra a procurar
Destino é não encontrar...
Outra vidas, outros planos,
Nesta aqui, só desenganos,
De querer e ser de alguém
Mas de quem? Diga, de quem?
Alguém que também nos queira...
Estrada longa se abeira
Não deixa encontrar alguém.
Ser tua... ser de ninguém...
-Serei eu, alguém de alguém? -
Não sou o sol, nem a lua,
Nem és meu, nem eu sou tua...

Mírian Warttusch