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domingo, 23 de dezembro de 2007

POESIA PREMIADA NO CONCURSO DELICATTA




SENDA

Caminha...
Porém assim de cabeça abaixada
O teu costado pesa
Pesa-te esse fantasma e nem é nada!

É o medo cego que às cegas levas,
Mas pra quê o levas, na tua estrada?
Mas ainda que por ela vás sozinho
Ela é o teu caminho

E a tua porta de entrada!

Pensa nela com afeto e com carinho
E ainda que por ela vás sozinho
A impedir-te quem se atreve
Sigas leve o teu destino?

A tua estrada?

Caminha...
E já agora de cabeça levantada
Segue em frente,
O teu destino incontinente
que só tu conheces as tuas pegadas.

Segue em frente

Seja através das pedras seja em tua mente
Não

Júlio Teixeira de Lima

Um comentário:

Manuel Marques disse...

«É o medo cego que às cegas levas,
Mas pra quê o levas, na tua estrada?
Mas ainda que por ela vás sozinho
Ela é o teu caminho» o poema é todo fantástico mas este pedaço em especial é fabuloso... ou como gosto de dizer: fabulástico!