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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Luiza Caetano

(Imagem Capa do livro de poemas de Luiza Caetano "Poemas de Amor e de Raiva)



A tarde morre
lentamente
despida de folhas
e
de pássaros

Enquanto
a
minha vida
se dilui
pouco a pouco
num naco
de gente

É hora de rezar
aos quatro
cantos do meu sangue

uma oração
de força
e de coragem

e anunciar
a minha vontade
feita de viver

ou
a minha
imensa saudade
feita de morrer

Luiza Caetano



(Imagem Google)


NOSTALGIA

Dói sufocar as aparências
desta nossa vida
que, por tão repartida
não chega a ser vivida

O vento deixa
cicatrizes
deste espesso lado
onde as saudades
são como mastros
dolorosamente inclinados
em suas raízes

Peço a Deus
e aos astros
confluências divinas
que nos encontrem
no interior do tempo
e da felicidade roubada

Morro de nostalgia
subalimentada de amor
o mesmo que ser e não ter

O que vale, meu amor
é que a poesia
também se pode comer

Luiza Caetano


(Imagem Google)



"Não tenho para onde fugir
sou um pássaro
de asas cortadas"

Luiza Caetano

2 comentários:

Leninha.Sol disse...

Concordo ,maravilhoso!!

Dolores Quintão Jardim disse...

Leninha, Solzinho, agradeço a tua visita, e o teu comentário.
Tu, fazes parte deste Encanto!
Luiza, para mim é Hour Concour!

Beijinho na luz do teu Sol, Leninha!