"DO LADO DE FORA DA VIDA"

"DO LADO DE FORA DA VIDA" Sou a raiva e a descrença não batam à minha porta! sou a criança e o sonho! a vontade e a garra! a saudade e a farsa! Não! hoje eu não abro a porta! Poço de contradições que nem eu própria desvendo nesta sinceridade inteira Pairo no limiar das dúvidas entre a paixão e desânimo e no entanto, o Sol aquece o meu corpo e o céu continua azul... Uma tristeza me alumbra na penumbra do crepúsculo Não, não batam à minha porta! Sou a criança e o sonho do lado de fora da vida alguém que quer e não sabe esgotar até à última gota a gota que me é devida. Luiza Caetano

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Luiza Caetano

(TELA E POEMA DE LUIZA CAETANO)

Respeitem os direitos autorais







A tarde morre
lentamente
despida de folhas
e
de pássaros

Enquanto
a
minha vida
se dilui
pouco a pouco
num naco
de gente

É hora de rezar
aos quatro
cantos do meu sangue

uma oração
de força
e de coragem

e anunciar
a minha vontade
feita de viver

ou
a minha
imensa saudade
feita de morrer

Luiza Caetano

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