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quinta-feira, 29 de maio de 2008

+ Adeus a Zélia Gattai +













Domingo,18 de maio de 2008


Aos 91 anos, Zélia Gattai morre em Salvador

Romancista estava internada havia 31 dias no Hospital da Bahia


FAMOSIDADES
Em São Paulo

A escritora Zélia Gattai Amado faleceu às 16h30 deste sábado. Internada havia 31 dias no Hospital da Bahia, em Salvador, a ex-mulher do também escritor Jorge Amado não resistiu a uma parada cardíaca.

Hospitalizada desde o dia 17 de abril, a romancista passou por uma cirurgia para desobstruir o intestino. Durante a operação os médicos encontraram um tumor de aproximadamente 14 centímetros. Após a cirurgia, Zélia Gattai foi levada para a UTI e chegou a ter um quadro de melhora nos dias que se seguiram.

Porém, nesta sexta-feira (16), os boletins médicos mostraram uma piora no estado de saúde e já consideravam seu quadro irreversível. Por conta disso seus familiares foram autorizados a ficar com Zélia Gattai dentro da UTI.

O governador Jacques Wagner (PT) decretou luto oficial de três dias no Estado da Bahia. Durante todo o domingo o corpo de Zélia Gattai será velado no cemitério do Jardim da Saudade, em Salvador, onde também acontecerá a cremação. Assim como aconteceu quando Jorge Amado faleceu, as cinzas da romancista serão jogadas no jardim da "Casa do Rio Vermelho", na capital baiana. O local foi residência do casal até a morte do escritor, em 2001.

Carreira começou com mais de 60 anos
Paulistana e filha de imigrantes italianos, Zélia Gattai começou na carreira literária tardiamente. Aos 63 anos, em 1979, lançou seu primeiro livro: "Anarquistas, Graças a Deus". A obra foi uma volta ao passado, já que a escritora participou do movimento anarquista, no início do século 20, que contava com a atuação de imigrantes italianos, espanhóis e portugueses.

O primeiro marido de Zélia Gattai foi o intelectual e militante comunista Aldo Veiga, com quem se casou quando tinha 20 anos. Do relacionamento nasceu Luiz Carlos, em 1942.

"Anarquistas, Graças a Deus" vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil e foi inspiração para uma minissérie homônima, em 1984, na TV Globo.

Outras obras da escritora foram "Um Chapéu para Viagem"; "Jardim de Inverno"; "Pipistrelo das Mil Cores"; "Crônica de uma Namorada"; "A Casa do Rio Vermelho" e "Vacina de Sapo e Outras Lembranças".

O casamento com Jorge Amado começou a ser escrito em 1945, quando ambos trabalhavam pela anistia dos presos políticos durante o Governo de Getúlio Vargas. Viveram no exílio no fim da década de 1940 e voltaram ao Brasil nos anos 1950.

Com a morte do marido em 2001, Zélia Gattai tomou posse da cadeira número 23 da ABL (Academia Brasileira de Letras) em maio de 2002, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono.





Descanso eterno!
Grande Mulher!

2 comentários:

Luiza Caetano disse...

Querida
Zélia Gattai,
por ti fui à Rua Alagoínhas na Bahía. Lembras?

Encontro cheio de emoção.
Li teus livros e te admirei, mulher de um homem espantoso e Brasileiro do Mundo

DESCANSA EM PAZ
Tu
que por esse mundo afora
cruzaste as mais importantes personalidades
e
eu cruzei contigo

Dolores Quintão Jardim disse...

Luiza!

O firmamento,está mais brilhante,com a visita de mais grande estrela das artes!

Grande e ilustre mulher!
Realmente o mundo da literatura ficou um bocado mais pobre sem ela,mas o firmamento....

Descansa em PAZ!
Grande Zélia Gattai!