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sábado, 15 de março de 2008

De Manuel Marques



Estava mesmo farto de andar
de rodopiar pela estátua do Marquês
e do seu leão verde, cheio de ferrugem
com vista para o Tejo
e quis passar pela estrada
qual super homem
sem o super
e ossos de aço
apenas ia atrás da Marquesa
de Alorna ou tinha sarna
Lá atrás o Pessoa
separava o sal do azar
e muitos anos depois
alguém os juntou de novo

E levantei voo
feito urubu à cata de algo morto
talvez na Estufa
talvez uma trufa
chocolate para me extasiar
antes do juizo final
aterrei no Parque
de capa azul
e logo houve quem me chamasse Murcão
o cão rosa de José Abrantes
quem pensavam que era?

Sentei-me num banco de jardim
ainda não havia a Feira do Livro
as turras dos senhores da Câmara
apenas me ia encontrar
com os descendentes
de algum inglês da realeza
de caneca na mão
outro inglês a amparar
e algum hino de Manchester
ou talvez da zona fina de Londres

Da próxima vez que vier ao Parque
vou à estufa e depois relembrar a Diva
Amália na voz de todos nós
e num Jardim mais a norte!

--
Publicada por Manuel Marques em Regresso a Lisboa a 3/12/2008 11:22:00 PM

2 comentários:

Manuel Marques disse...

és um doce!!!

Dolores Quintão Jardim disse...

Amigo!


Obrigada,por sua visita!

Já viu, que ando abusando de sua bondade? rsr.


Adoro seus escritos!

E este nos trouxe a grande diva Amália Rodrigues!

Amigo, nosso país é lindo!

O amigo é parte dele!


Beijinhos.

Dolores Jardim