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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

"Flores para Coimbra"




Flores para Coimbra


Que mil flores desabrochem. Que mil flores
(outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas
(outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil espadas floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não.

Manuel Alegre

Um comentário:

Manuel Marques disse...

Apesar de estarmos em Abril, mês que em Portuga deveria ser sinónimo de relembrar a liberdade conquistada ao fim de tantos séculos... porque não foram só os 48 anos de ditadura que contam... deparo-me com este poema de um homem que enquanto se dedica às letras é um génio! Digo, obrigado pelo poema!