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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O ano se inicia.....assim com poesia!! JOÃO MARQUES JACINTO




Poeta: João Marques Jacinto
          Lisboa - Portugal







Tu, aí...





É bem possível que tenha chegado aos cem,

vivido, até aos cento e qualquer coisa, anos,

por que cada vez se morre mais tarde,

mas não sei, se da melhor maneira.

Mas se Tu, aí, onde estiveres,

tomares conhecimento desta mensagem,

e de minha existência e a quiseres mudar

em qualquer altura, a meu pedido,

fá-lo, agora, quando ainda tenho cinquenta, já feitos,

em dois mil e nove, do calendário gregoriano,

e outro tanto, possa ainda usufruir.

Que me encontro aqui, por Sete Rios,

pertencendo a uma espécie do reino animal, a Homo Sapiens,

na Lisboa da saudade, onde desagua o Tejo,

num pequeno país europeu, chamado Portugal,

e que é banhado pela imensidão do Atlântico,

no terceiro planeta do Sistema Solar, o azul,

onde se luta e se mata pelos direitos à Terra e à vida,

e pelo poder,

e pela sobrevivência,

e em nome de deus(es),

e por prazer,

localizado entre muitos biliões de outras estrelas da Via Láctea,

a que integra com mais de três dezenas de galáxias o Grupo Local,

no Superaglomerado de Virgem,

etc, etc, etc…



Liberta-me de vez deste Ego, enorme, doentio,

herança canceriana, que me abafa a inteligência

que me liga ao Universo,

que me prende à insignificância que não (pres)sinto,

e à Terra,

e à forma,

e ao estilo…



Por que sou o que nem sei,

e quero evoluir,

seguir o movimento da espiral,

sentir-me em casa,

e paz.



E não me canso de olhar para este céu,

onde se desenha o presente,

(relógio com dez ponteiros),

e de Te procurar mais além, nas estrelas,

mas se aí, Te visse estarias em outro tempo,

talvez, quando reinara o Luís XIV,

e eu aí, nem Te (re)conhecesse.



Haverá outro caminho,

e terei, sempre em dois mil e nove,

feito cinquenta,

e à Tua espera.
 
(http://manueldarosalina.blogspot.com/2010/01/tu-ai.html)
 
 
 
 
Afogando sonhos




Morro

sem saber de mim,

sem ninguém me encontrar,

perdido no escuro

do teu silêncio,

com lembranças

de sabor salgado...



Morro

triste de só,

deitado em areias de egoísmo,

na praia das fantasias,

sem dunas,

de ondas nunca festejadas,

sentindo-te no movimento

do mar...



Morro

sem saber de nós,

afogando sonhos,

devagar,

devagar,

devagar.

João Marques Jacinto





Canto proibido



Num sopro de alegria,

sem a métrica do tempo,

o canto pronunciado

por entre o vermelho

erógeno dos lábios.

O bafo quente das sensações,

em chilreados sons,

soletrando mágicas

e ardentes palavras

nas cores dos sentidos da vida,

que fluem do labirinto das imagens

proibidas da memória,

espelhadas entre sonhos,

desespero, dor, desilusão...

É o desejo que emerge,

o grito pelo silêncio calcinado,

que dá forma a um corpo inteiro,

despertado para a glória do amanhã,

coroado e iluminado de estrelas

dos tectos de cada céu.

Em uníssono cantaremos

embriagados sem saudades,

despidos de grades,

limpos de espinhos,

esquecidos de preconceitos,

persistindo no deglutir do fruto

que nos devolveu a liberdade

de saborear o pecado

e sermos gente desprotegida

pelos donos de uma trama

e de um inimaginável jardim.

João Marques Jacinto





Renascer de mim



Envolto por uma nuvem

da cor do sossego,

num céu carregado de anil,

raiado de violeta,

como feto dentro de mater útero.



Luto instintivamente, em desespero,

para sobreviver sem dor ao parto.

Nascerei sete luas, antes do desígnio,

depois de uma gestação

de três infindáveis invernos

e de quatro não chilreadas primaveras.



Ainda não sei se nasci

ou se são as memórias de ter morrido.



Pousarei na suavidade do berço

as cansadas emoções,

sem saudade,

nem lembranças...



Quero olhar o firmamento

e perder-me a contar estrelas,

mas de pé,

seguro pela Terra.

João Marques Jacinto






Procura



Dói-me nas palavras

o sentido que não emprego,

a vontade que encubro.

No significado vazio

dos meus sentimentos,

sinto-me perdido,

sonhando com a coragem

de me encontrar.

Doiem-me as memórias

deste corpo envelhecido

de crescer,

que espera sucumbir,

compreendendo a pureza do amor.

João Marques Jacinto






Desencontro



Hoje, não te consigo dizer nada.

Esforço-me e não consigo pensar.

Perco-me no desejo de te falar,

luto com as palavras,

sem que as soletre,

vejo-te sem palavras,

para me ajudares.

Perturbado pelo silêncio,

caio num sono profundo,

esquecido de ter que acordar.

João Marques Jacinto




Voyeur



De dia,

passeio-me pelas ruas,

intruso,

anónimo,

vestido de multidão,

matando a curiosidade

instintiva dos sentidos.

Retratista promíscuo;

olhar disfarce de vazio abstracto,

calçando o tempo,

sobre a solidão da caminhada,

captando ângulos e planos,

imagens à contemplação certa

do prazer erotizado.

Rostos belos,

de semblante perfeitos,

expressões despidas de agrados,

sem sorrisos esboçados de submissão,

não forçados...

Corpos puros,

desnudados por suor,

de transparência atrevidos,

escorreitos de ingenuidade,

mexidos de desejo,

talhados de vivas formas,

curvas apertadas

de desenho intenso de paixão,

bem delineado,

na arte da procriação...

À noite

deleito-me,

embalado por estímulos inteligentes,

por palavras que me ditam

sentimentos profundos,

que se articulam silenciadas

por entre erógenos lábios,

ao sabor da imaginação,

em galopantes fantasias...

Provoca-me

a insinuosa sabedoria

de quem quer ser entendido

e excitar-me ao crescimento...



Adormeço,

entre as memórias

de um inesquecível dia,

com o livro aberto

em parte incerta.

João Marques Jacinto 





Jardim da vida




Que os ventos da esperança

soltem as folhas da paz

e que amadureçam os frutos do amor...

Que seja a nossa alma

lavrada e aberta,

nasçam da semente

a raiz de um novo tempo,

as palavras árvore,

de troncos sabedoria,

sem os genes do Génesis;

sem serpente,

nem pecado...

No jardim da vida,

de luxuriante primavera,

com cânticos de louva-a-deus.

 João Marques Jacinto




Ainda é tempo



Não se herda a pobreza,

cresce-se de cegueira,

sofre-se submisso à culpa,

respeita-se em contrariedade,

a arrogância do preconceito,

sonha-se a dormir,

corre-se de pé,

luta-se com medo,

estimula-se o amador,

nega-se a aventura,

silencia-se o desejo,

foge-se do amor.

Cobre-se de negro

o espelho que reflicta

a coragem da alma,

habita-se na solidão

de um metro quadrado

e morre-se rodeado de gente,

no arrependimento

de nunca se ter vivido.



Impera a inteligência do Espírito,

ainda é tempo de abundância,

na riqueza de ser feliz,

diferente,

Eu.

 João Marques Jacinto




Chuva



Dia de chuva,

alma triste e molhada,

são rios de rua,

cúpula de mágoa rasgada.

O Sol trocou-se de nuvem,

tão cedo entardeceu,

são cheias de ninguém,

enxurradas do eu.

Trovoadas de espanto,

vendavais por meu degredo,

na tempestade deste meu canto

soam os trovões do medo.

Sonhos ansiosos por bonança,

em arrepios de solidão,

acendalham-se de esperança

lareiras de multidão.

De arco-íris se alterou

o confuso azul do céu,

a vida depressa enxugou

e o meu dilúvio morreu.

 João Marques Jacinto 




Pausa



Esta é uma pausa triste,

é silêncio que incomoda

em qualquer momento,

é o desespero

pela imaturidade

da compreensão,

é conter o impulso

da racionalidade,

é uma morte

indesejada,

é continuar

a amar-te e a sofrer,

mesmo sem nada,

é uma noite

escura de tudo,

em profunda solidão,

na saudade

de ser dia,

ontem.



Tenho tanta pena de nós.

João Marques Jacinto




Resplandecente



Hoje, foste a alvorada

mais resplandecente

que despertou

os meus sentidos.

A tranquilidade

que animou,

em vontade,

a minha alma

já apagada,

por tantas derrotas

e desilusões.

Estou orgulhoso de ti!

Gosto tanto do teu sorriso

aberto para o mundo,

e feliz,

agarrando vida,

na riqueza da expressão.

És ainda mais bonita;

um arco-íris

que sobressai

do meu enublado cinzento,

em feixe de ternurenta paixão.

 João Marques Jacinto




Fuga



Foste rio,

correndo pelo vale

dos meus sentidos,

tocando e preenchendo

as minhas margens,

arrastando na corrente

as minhas mágoas,

onde matava a sede;

no leito maior da tua essência.

Rodeado

pelo horizonte da tua forma

sentia a brisa quente,

de quem expira

com ternura,

sopro que deslizava

na minha pele,

num deleitável

e breve encontro.



Eras o Sol do meio-dia,

brilhando por cima da minha vida.



Não sei por que fugi,

procurando na sombra a protecção,

refugiando-me alucinado

no crepúsculo da tarde

esquecido e perdido de ti.

Acabei por morrer

na noite mais longa de escuridão,

por que nunca mais voltou

a ser dia dentro de mim.

João Marques Jacinto



Espelho meu



Quero curar-me

das crostas empedernidas,

das chagas que teimam

em não cicatrizar,

envoltas de pus,

infectadas de raiva...

Quero

ter na vontade

o segredo da cura,

a percepção do tempo da dor,

resistir à constante comichão,

para não voltar a sangrar

ao pôr o dedo na ferida,

no escarafunchar do confronto

com as mágoas.



Quero uma pele limpa de cicatrizes,

sem vincos de receios mal dormidos,

sem rugas de tristezas guardadas,

sem golpes, que me trespassem a alma...



Quero que seja o espelho, que me mire.

Olhá-lo?!... Não pretendo mais magoar-me!

 João Marques Jacinto



Beijo da luz



Esta ilusória paz

de compreensivos afectos,

que acompanha o lento

e belo Sol estival descendo

num milagre de ouro e escarlate,

afundando-se nas profundezas

do mar dos meus enganos,

defronte à minha alma...

Ficando a saudade,

depois do beijo da despedida,

no tocar suave o contorno

de infinitos e horizonte lábios.

E eu, arrefecendo no escuro,

persistindo noite,

esperando sentir a coragem

de um firme e convicto impulso;

o beijo da luz.

O que me faça transpirar

e sentir dia,

na plenitude do tempo.

 João Marques Jacinto



Solitários



A alma não tem sexo.

O sexo não tem corpo.

O corpo é espelho,

que reflecte a força

da inteligente capacidade

de explorar, sentir, vibrar,

em êxtase,

as alegrias do prazer,

da partilha, em amor.

Assumidos desejos

e vontades,

vencendo lutos e medos,

a hipocrisia dos frustrados;

solitários empobrecidos

incapazes de descobrir a felicidade

dentro de seu enfraquecido coração,

já cansado de não saber dar,

nem tão pouco receber.

 João Marques Jacinto


Amar, depender



Amar,

criar raízes ao tempo,

entrelaçadas de carinho,

envolvidas no ventre da terra mãe,

com a força dos sentidos,

no silêncio das palavras...

Explodindo troncos

de verdejantes primaveras,

com a promessa das sementes,

sob a simbologia

dos códigos indecifráveis

dos céus e dos deuses.

Ser possuído

pelo místico e enternecedor

sorriso da paixão,

visível no oriente secreto

das manhãs douradas

de nossas esperanças,

onde a consciência se levanta, confusa,

por entre neblinas de desejos

e brisas de doces emoções,

espelhando-se de luminosidade,

na cheia e fecunda Lua,

que se recolhe de tímida,

no horizonte do passado,

de nossas (in)seguranças.

Amar, depender,

é na perplexidade da sobrevivência,

a saudável virtude

de transcendermos os nossos medos,

o casulo da nossa solidão,

no feliz e inesperado encontro,

com quem toda a vida nos procurou.

 João Marques Jacinto



Não saber ser de mim



Procuro matar as saudades,

sem descanso que viva.

Não me sei preencher

do vazio que de ti sobrou.

Varro da memória,

o longe,

o não querer entender

o não saber ser de mim,

no sonho que se enriqueceu de nós.

Acho na (des)ilusão

o esconderijo para o sofrimento

e tardam as palavras...

Continuo preso

na esquina do só,

ouço as passadas do teu caminho

e percorro entristecido

o labirinto construído de medos,

sem abrir as janelas ao sossego.

Julgo a pretensão da culpa

pelo desejo de partilha,

em detrimento

do teu defensivo orgulho.



Aguardo,

que me descubras,

sem olhar o movimento do relógio.

João Marques Jacinto



Cobardia



Observo impune,

critico abusivamente,

condeno inflexível,

culpabilizo sem dor,

recrimino sem piedade,

forço a confissão,

propagandeio a ameaça,

difamo aos ventos

e em pública praça.

Invento o que me convém,

exagero ao pormenor,

omito o que serve a dúvida

e atiro a primeira pedra.

Quero um marginal,

não perdoável,

um alvo fácil

de se corromper,

que não se defenda,

onde eu me proteja,

mascarando a cobardia...

A revolta indignada

é o reverso do medo.

Aproveito-me da vítima,

para de mim me esconder.



Ai, que de mim, ouça nada!

Quero ser como me dou,

nunca parecer o que sou!

 João Marques Jacinto



Conteúdos de amar



Procurei no tempo

a vontade para me amar;

nunca encontrei horas,

nem dias disponíveis.

Vivo multiplicado

de insatisfação,

cedendo à exigência,

de quem frustrado

ama a minha obediência,

o meu perturbado silêncio,

e castigo o impulso do não.

Viciado no prazer dos outros,

sou o enforcado,

estrangulado de anulação...

Ou o ramo da virtude,

que se quebre

com a obesa dor

e caia a liberdade

de quem me queira bem,

de quem me oriente

no caminho não periférico

do meu amor.



Não há formas de ser,

mas conteúdos de amar.

João Marques Jacinto



Escadas



Olha-os, lá de cima,

onde habitas

transitoriamente

na tua evolução.

Não percas tempo

no degrau

por ti, já pisado,

no longínquo passado.

Eleva-te com firmeza

no lance seguinte.

Apoia-te no corrimão,

alcança o patamar

e abre essas portas

de provações trancadas.



Que mania

de descer e subir

escadas...

João Marques Jacinto




Fui criança



Fui ver-me

no jardim a brincar,

pedalando com vontade

o triciclo da esperança,

a sorrir.



E chorei.



Saudades

daquela criança

e do mundo

que sonhei.

João Marques Jacinto



Não sei



Eu pensava de ti,

o que querias sentir.

E acreditava no que via,

quando exibias para mim,

o que em ti desejava.



Eu não sei

quem tu és.

Tu, também não.

 João Marques Jacinto




Cadeado



A valorização crítica,

e excessiva,

que deposito na envolvência

íntima dos afectos,

não será somente

a projecção dos meus medos,

pelo indecifrável

de minhas inseguranças,

mas também do meu

incontrolável egoísmo,

na incapacidade de assumir

as cotas de minha culpa.

Eu tenho a chave

que me pode destrancar

e fazer sair da cela do meu orgulho,

da solidão.

Difícil será acertar na ranhura

deste ferrugento

e desusado cadeado.



Tentarei

as vidas que forem precisas.



Em liberdade

poderei cair de novo,

na armadilha idealista e contraditória

do oceano da minha afectividade,

e afundar-me de paixão.

João Marques Jacinto




Idealista



No desejo de sonhar e acreditar

no lado sublime do ser,

tropeço nas verdades

e caio magoado no chão do inevitável.

Somente eu,

me recusei a ver.

Esgoto-me em dádiva

com a determinação

de um vencido.



Sou pobre,

de tesouros

cheio,

ainda por abrir.



A chave

é o tempo.

 João Marques Jacinto




Presente



Vendes-te ao desafio

de teus instintos

e vazios desejos,

como se nada

de mais possante

e sublime

existisse em ti.

Tens medo

das verdades

da face interior

de tua persona.

Optas,

por viver

resguardado

na sombra

e numa trama

de silêncios

e pausas...

Finges a perfeição,

quando se deve ser

humano.

O caminho

é desbravado

em cada passada,

na tranquilidade

de cada momento,

erecto,

atento.

Por vezes,

deixa-se para trás,

demasiado rápido,

o presente,

sem questionar

a sua preciosa riqueza.

João Marques Jacinto




Parecidos



Somos todos iguais,

mas queremos persistir na diferença,

ser no pretensiosismo

mais parecidos

com os que são únicos,

deuses, imortais...

Acabamos por pecar no original;

mata-borrões convencidos,

menos idênticos

na simplicidade da verdade.

Cópias de manchas

não definidas, negras,

repetidas de imperfeição,

algumas já sumidas,

convictas de lucidez

e sabedoria,

apregoando teoria,

explicitando experiências,

tudo o que foi aprendido, sofrido,

dominando sapiência,

a moralidade do amor,

o conhecimento do bom sobreviver...

Ocultando às claras as suas tocas,

malabaristicamente estimulando, fingindo,

idealisticamente criticando,

numa terapia de quem se procura na utopia,

acreditando ser único,

o melhor,

e eterno.

 João Marques Jacinto




Jura



Jura quem em desespero

quer negar a verdade que dói,

com apelos misericordiosos

ao drama dos detalhes, à pena,

para confundir, na importância,

o julgamento maior.

Será julgado pelo remorso,

morrendo no medo de não resistir

à vergonha da descoberta,

acabando por sucumbir

no nó, que em solidão

tanto aperta.



Mente

quem jura!

 João Marques Jacinto



Surdez



Desejo a todo o momento,

que se quebre o silêncio.

Procuro em todos os sons

a cura para a minha surdez.

Louco por nada ouvir,

por nada saber,

crio a melodia da solidão

ao ritmo incerto do tempo,

em acordes de dor e medo.

Difícil será ouvir de novo,

com a mesma vontade.

Ensaio na razão

o barulho que liberte

os recalcados ressentimentos.

 João Marques Jacinto




Fingidor



Escrevo-me

todos os dias,

e passo-me a limpo

para o papel,

quando tenho tempo

para fingir de poeta.



A minha caneta

está esgotada

e sem tinta.

João Marques Jacinto









(Re)cantos da Lua

4 comentários:

João Marques Jacinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Marques Jacinto disse...

Espero que seja um bom presságio, para mim, e para a minha poesia, estar aqui no início de 2010 neste MEU ENCANTO, de minha amiga Dolores. Certamente, será! Gostaria, depois de (Re)cantos da Lua, que fossem publicados os meus poemas mais recentes. Hoje (re)li, aqui, o que há muito não acontecia, e pareceu-me bem, mesmo os que há muito foram escritos e quase não me lembrava.

Grato, Dolores!

Um Bom 2010, e poesia!

Abraço-poema,

jmj

Lina disse...

Das poesias apresentadas, encantei-me com a "Afogando Sonhos".
Achei intensa, num ritmo de confissão.
De todas, foi a que + fez sentido pra mim... Talve não seja ela de fato tudo aquilo que senti ao ler, mas foi a que mais gostei...

Boa tarde!

Dolores Quintão Jardim disse...

Lina!

João Marques Jacinto,é assim como vc. o sentiu.
Ainda temos muito a ler,da autoria desse maravilhoso poeta de Portugal.

Obrigada,amei seu comentário,volte sempre.

Beijinhos.