Em meu mundo de encanto,repasso as poesias de amigos e de poetas que me fazem sentir o encanto da vida.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Líria Porto
Flutuo
plano
desmaio
pouso numa flor
num galho
O vento me leva
o orvalho me pega
a água me carrega
a chuva me amassa
o sol me apruma
Tenho corpo d'alma
p
l
u
m
a
(Líria Porto)
plano
desmaio
pouso numa flor
num galho
O vento me leva
o orvalho me pega
a água me carrega
a chuva me amassa
o sol me apruma
Tenho corpo d'alma
p
l
u
m
a
(Líria Porto)
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
"Tempo de Amor sem Amor"
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| (Tela - Tejo- Luiza Caetano) |
"TEMPO DE AMOR SEM AMOR"
Era um tempo
de aves brancas
adejando asas, silêncios,
como esgares rasgados
em magoados lenços
Era um cais apodrecido
onde as esperas desistiam.
Barcos,
íam e vinham
atravessando os rios
duma breve esperança.
Entretanto,
suas mãos
abarrotadas de sonhos
em vão se escondiam
no fundo dos bolsos vazios
traíndo seus dedos
demasiado tristonhos
LuizaCaetano
Era um tempo
de aves brancas
adejando asas, silêncios,
como esgares rasgados
em magoados lenços
Era um cais apodrecido
onde as esperas desistiam.
Barcos,
íam e vinham
atravessando os rios
duma breve esperança.
Entretanto,
suas mãos
abarrotadas de sonhos
em vão se escondiam
no fundo dos bolsos vazios
traíndo seus dedos
demasiado tristonhos
LuizaCaetano
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"Propriedade Azul"
![]() |
| (Luiza Caetano) |
![]() |
| (Tela - Silhueta em tons de Azul- Luiza Caetano) |
'PROPRIEDADE AZUL"
Quem dera o céu
dos meus sonhos mais voados
um céu sem fronteiras, nem muros
e
sem escarpas feridas
de vidros nas nuvens.
Além disso, meu amor
esse Céu imenso e infinitol
é a única propriedade azul
dos desventurados de qualquer cor.
Setembro 2010
Luiza Caetano
Quem dera o céu
dos meus sonhos mais voados
um céu sem fronteiras, nem muros
e
sem escarpas feridas
de vidros nas nuvens.
Além disso, meu amor
esse Céu imenso e infinitol
é a única propriedade azul
dos desventurados de qualquer cor.
Setembro 2010
Luiza Caetano
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"APENAS UM VERSO"
![]() |
| (Tela e poema de Luiza Caetano) |
"APENAS UM VERSO"
Escrever num verso
este momento
feito de infinitos
sem o caos dos labirintos
nem a nostalgia dolorida
deste instante.
Um verso grávido de ti
sem lágrimas
feliz e sem feridas
onde a emoção
fosse a fonte bebida
e o chão,
a nossa antiga dormida!
Um verso sem luto
enfeitado de rosas
de qualquer cor
ou girassóis
ou espinhos ou cardos
Que interessa!
Apenas um verso
do avesso deste
que finjo que não sinto
Luiza Caetano
Escrever num verso
este momento
feito de infinitos
sem o caos dos labirintos
nem a nostalgia dolorida
deste instante.
Um verso grávido de ti
sem lágrimas
feliz e sem feridas
onde a emoção
fosse a fonte bebida
e o chão,
a nossa antiga dormida!
Um verso sem luto
enfeitado de rosas
de qualquer cor
ou girassóis
ou espinhos ou cardos
Que interessa!
Apenas um verso
do avesso deste
que finjo que não sinto
Luiza Caetano
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
AMARILIS PAZINI AIRES

AMARILIS PAZINI AIRES
Quem é Amarilis Pazini Aires:
LIBERTE-SE Abra a porta para o mundo; despoje-se dos antepassados; renove-se na essência, construa a tua experiência. Não pare no escuro, não calcifique o pensamento, remova a crosta, e viva o teu momento. Mude os conceitos, arranque o perfeito, construa o avesso, e mostre o teu tempo.
Amarilis Pazini Aires
É assim que Amarilis Pazini Aires se define...
Entre um mundo de poemas maravilhosos,coloco aqui apenas alguns...uma homenagem a uma pessoa maravilhosa,que conheço pessoalmente..nossos encontros,são sempre muito rápidos,mas o suficiente,para saber e sentir o brilho e a amizade que Amarilis carrega consigo, e faz questão de mostrar a todos.
(Dolores Jardim)
FOFOCAS!!! FOFOCAS!!!
A própria palavra ja diz
Bisbilhotice, intriga, mexerico
Isto só quer dizer
Falta do que fazer.
Preocupar-se com a vida alheia
Alimenta almas, subnutridas
Com carências de afeto e amor
E uma vida sem sentido.
Porque ter medo de se olhar?
medo de enfrentar?
Viver, viver e os olhos abrir
Para não ter do que se esconder.
Fofoca gera inveja
Só assim consigo entender
É sempre de um covarde
que tem medo de viver.
Acorde para a vida
Seja o que pode ser
Ninguém é melhor que ninguém
Mas, poxa, procure o que fazer!!!
Amarilis Pazini Aires
![]() |
| (imagem by google) |
Amo estar comigo
nesta fusão de corpo e alma,
neste enlace de passos
neste compasso e descompasso.
Está feito o contrafeito
dirijo o caminho em descaminho,
invado-me de luz
banho-me nas aguas calmas,
tropeço nas pedras os meus passos,
sou o tudo e às vezes sou o nada.
AMARILIS PAZINI AIRES
| Conceição de Freitas- Fadista |
Uno-me ao tango e fado.
Bailo invadindo,
O salão dividido
Entre as belas canções.
O bailado tangueiro
Expõe o sentimento
Que explode no bandoneon
E nos passos ensaiados.
O fado expressa o amor,
Da dor e das lembranças
Da eterna saudade
Da vida em Portugal.
Bailando relembro
Os belos momentos,
Que trago bordado
No coração.
Saudades...
Do azul do mar,
De Lisboa,
Do coração que deixei
Nas tuas mãos aquecidas,
Dos sentimentos roubados,
Da emoção vivida.
O tango de Buenos Aires,
Carrega a expressão,
Do corpo em evidência
Da dança explosiva
Do tangueiro apaixonado.
Tango e Fado...
A paixão que invade o meu coração.
AMARILIS PAZINI AIRES
| (imagem justby afraid) |
INVERSÃO DE VALORES
Vivendo a evolução
de um mundo em ebulição
até o nosso gens
passou na inversão.
Os humanos se modificaram
vencendo o vil metal
tão físicos se tornaram
como estátuas imortais.
Acumulam matérias
se esquecendo do principal
que a única parte que levamos
é o nosso EU, o imortal.
Amarilis Pazini Aires
O TEMPO E A ROSA
Se a vida não corresse atrás do tempo
e eu não tivesse apressado o relógio,
outra hora não seria vazia e eu,
não estaria à espera do momento.
Brinquei de sonhar o futuro
escorreguei na sombra do agora,
despertei na penumbra vazia
e deixei o presente ir embora.
Tudo passou tão derrepente
como o vento na chama da vela,
e se o tempo não passasse ligeiro
eu notaria a rosa amarela!
AMARILIS PAZINI AIRES
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
"Vale a pena"
Carmen Regina a autora,a poeta!
![]() |
| Carmen Regina |
Não fosse o sorriso
seria triste
sorriso largo
generoso
encobre tudo
dê-lhe motivos para rir
faça graça das dores
dos dramas
dos equívocos
dos temores
aterrorizando
seus melhores momentos
pise leve
vibre suave
e ele fica
montanha com leveza de nuvem
o corpo, trono do império
dos sentidos
ria
encontre
desperte graças adormecidas
nos píores momentos
abra
salve o sorriso
não vale a pena em triste ser
Carmen Regina
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
"A VOZ"
A Voz
O invisível se manifestava
Na clave de sol, quase irreal.
Pianíssimo fulgurante,
Quase orgânico de matéria sonora.
Fazia da música o seu rito de passagem
Colocando-se inteiramente
Ao ritmo do coração.
Chegou perto da certeza do canto,
Para perder-se novamente
Dentro da suavidade da canção.
Ela, despretensiosamente...
Abafava sua voz.
Durante o dia tocava a melodia esquecida,
Sabendo que daquelas teclas
Sairiam labaredas de fogo
E as portas se abririam
Através das chamas que saltavam.
Quando a noite chegava
Com seu opulento silêncio
Acordava com o som
De suas cordas vocais.
Rachel D.Moraes
Na clave de sol, quase irreal.
Pianíssimo fulgurante,
Quase orgânico de matéria sonora.
Fazia da música o seu rito de passagem
Colocando-se inteiramente
Ao ritmo do coração.
Chegou perto da certeza do canto,
Para perder-se novamente
Dentro da suavidade da canção.
Ela, despretensiosamente...
Abafava sua voz.
Durante o dia tocava a melodia esquecida,
Sabendo que daquelas teclas
Sairiam labaredas de fogo
E as portas se abririam
Através das chamas que saltavam.
Quando a noite chegava
Com seu opulento silêncio
Acordava com o som
De suas cordas vocais.
Rachel D.Moraes
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"UM LUGAR NO PARAÍSO"
Um Lugar no Paraíso
Um dia acordei sentindo
Saudades de um lugar.
Comecei a medir o tempo,
A contar as horas
E desenhar mapas.
Uma luz inconcebível
Brotava dos meus olhos.
Uma imagem se formava
Acenando-me do meio
Do pó dos sonhos.
Comecei a decifras sinais.
Estava certa que eles eram um aviso
Sobre eu ter vislumbrado o Paraíso.
Dei para celebrar encontros.
Estabeleci em mim
Uma urgência de viagem
E preparei o dia desse destino.
Os jardins rodeavam o templo
Trazendo o frescor da manhã.
Justifiquei cada flor apanhada,
Para entregar-lhe, junto com
Minha falsa serenidade.
Prometi a mim mesma
Entrar nesse lugar despida de pudores,
Mas meu rosto estava rubro
E meu corpo tremia.
Nascia dentro de mim
Uma musica de promessas.
Desatei-me do que me confundia
E me pus nua.
No pátio de sua casa
Andei em círculos e fui desvendando
Cada eco de seu chamado distante.
Teci para mim uma túnica de orvalho
Para deitar em sua rede.
E senti gritar em minha pele
O último dia de espera.
Rachel D. Moraes
Saudades de um lugar.
Comecei a medir o tempo,
A contar as horas
E desenhar mapas.
Uma luz inconcebível
Brotava dos meus olhos.
Uma imagem se formava
Acenando-me do meio
Do pó dos sonhos.
Comecei a decifras sinais.
Estava certa que eles eram um aviso
Sobre eu ter vislumbrado o Paraíso.
Dei para celebrar encontros.
Estabeleci em mim
Uma urgência de viagem
E preparei o dia desse destino.
Os jardins rodeavam o templo
Trazendo o frescor da manhã.
Justifiquei cada flor apanhada,
Para entregar-lhe, junto com
Minha falsa serenidade.
Prometi a mim mesma
Entrar nesse lugar despida de pudores,
Mas meu rosto estava rubro
E meu corpo tremia.
Nascia dentro de mim
Uma musica de promessas.
Desatei-me do que me confundia
E me pus nua.
No pátio de sua casa
Andei em círculos e fui desvendando
Cada eco de seu chamado distante.
Teci para mim uma túnica de orvalho
Para deitar em sua rede.
E senti gritar em minha pele
O último dia de espera.
Rachel D. Moraes
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