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segunda-feira, 19 de abril de 2010

DA COROA AO CRAVO


Musical


Da Coroa Ao Cravo

de José Balegas (maestro e compositor)

pelo Grupo Coral do Montijo.

Dom.25 Abril

16h30

Música(M/6)Entrada Livre

Cine-Teatro Joaquim de Almeida

Montijo/Portugal

Uma viagem para revisitar a história portuguesa do final da monarquia ao alvorecer da democracia, uma homenagem, através da música e da palavra, no âmbito das Comemorações do 1º Centenário da República.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"ANTOLOGIA DA ALMA VOLUME III"

Dia 13 de abril,de 2010, na Casa das Rosas aconteceu o lançamento do livro:
Antologia da Alma Volume III , Idealizado pela poetisa,educadora Jane Rossi e seu saudoso esposo.

À ocasião estiveram varias personalidades do mundo das letras e comunicações, Petrucio Mello, Dyandreia Valverde Portugal,vereadores,jornalistas de vários jornais,principalmente ligados ao mundo da literatura, poetas de vários lugares do Brasil, uma representante da poetisa e pintora Naif,de Portugal,LUIZA CAETANO, bem conhecida do mundo literário do Brasil e do mundo,recentemente esteve presente em São Paulo, para o lançamento de seu livro de poemas ,"Lisboa In Versos",além de já ter realizado diversas exposições de suas telas,pelo mundo e Brasil,a quem foi conferida uma homenagem :

                  "DIPLOMA DE POETA DESTAQUE 2010".

A organização,ficou a cargo da poetisa e apresentadora da TV ORKUT,Mell Glitter,que dispensa comentários,por sua brilhante capacidade.


Parabéns a Jane Rossi, Mell Glitter e a todos os autores participantes .



Dyandreia Valverde Portugal na ocasião entregou os certificados dos Acadêmicos da Academia de Artes de Cabo Frio ( ARTPOP )

quinta-feira, 1 de abril de 2010

TEMPO DE SAUDADES E DE ALELUÍAS - Por Luiza Caetano

.TEMPO DE SAUDADES E DE ALELUÍAS



Em silêncio

Meus pensamentos te buscam

O tempo se congela

E canções alimentam a alma.

A saudade

Torna-se dona de mim.

As estrelas me enfeitiçam

Como o encanto de seu olhar.

Tento ser forte

Suportando a saudade

E segurando as lágrimas,

Mas é inútil

Pois a noite é amiga da saudade

E unidas elas me vencem

E me faz render-se.

A saudade me prende

E as lágrimas me desobedecem,

Nada me faz esquecer

Nem passa-tempos me distraem

Cada gesto,

Cada olhar,

Está você...

Minha alma parece estar unida a sua

Pois já busquei mil maneiras

De lidar com a saudade

Mas ela sempre me vence...

É mais forte que meus instintos

É maior que meus limites

É uma

Incombatível Saudade ... beijo

terça-feira, 23 de março de 2010

João M. Jacinto


                                      (Imagem by google)


Fui ver-me


no jardim a brincar,

pedalando com vontade

o triciclo da esperança,

a sorrir.

E chorei.

Saudades

daquela criança

e do mundo

que sonhei.



joão m. jacinto

in

(Re)cantos da Lua

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sua Ausência - De Maria Mendes

Sua Ausência


De: Maria Mendes



Na madrugada fria a sua voz me aquecia.

Sua conversa a cada minuto me convencia.

A constatação da nossa sintonia

Parecia a cada minuto se ajustar.

O encanto, a magia, o universo conspirando

E unindo dois corações que estavam

Desacreditando de amar.

No vazio de um mundo frio

Você me mostrou o que é amor.

Aos poucos minhas raízes voltaram aflorar

A vida solitária sem razão nem explicação

Com você voltei a sonhar.

O que faço com essa vontade de você?

Ah, que falta você me faz!

Não posso viver com esta ausência

Preciso dos seus beijos, do seu carinho.

Minha alma inquieta fica a sonhar...

Os dias se tornam eternidades até eu

Poder voltar tocar seu corpo, sua boca.

Necessito te olhar e cada dia constatar

Que não estou sonhando, estou amando.

Jamais te deixarei partir

Você é parte de mim, Te amo.

Porque te Amar - De Maria Mendes

Porque te Amar


De: Maria Mendes



Sou eu, eu mesma, tanto que relutei de tudo.

De todas as mulheres em mim, qual delas eu sou?

O tempo todo, em um todo, o que sou?.

Que espécie de ilusão alimento sobre o meu próprio ser?

Talvez a única lucidez é quando falo das minhas emoções sinceras.

Apenas amo e não tenho medo de gritar nas asas da liberdade.

Quanto tentei evitar e não consegui...

Gritei, deixei fluir as emoções.

Às vezes que calei deixei as lágrimas falarem...

Tudo isso sou eu.

Esqueci de mim mesma.

Até quando estive sozinha me perdi, senti saudade de mim.

Fechei-me no meu crepúsculo e inerte fiquei.

Invisível por um tempo eu permaneci.

Recriei a minha mente e aprendi a silenciá-la.

Nao é preciso escrever um clássico

Para dizer que amo, em versos tento te falar.

NADA PARA LEMBRAR- De Maria Mendes

NADA PARA LEMBRAR


De: Maria Mendes

Nas lentes do tempo o vento me faz companhia.

Preciso partir para onde devo ir?

Dias após dias, o desassossego do meu apego.

A cada passo que dou à consciência

De outra existência em mim.

O vazio arrebatador sufoca-me...

O que falta não é amor.

As labaredas da mente em chamas gritam...

O silêncio é assustador para onde vou?

O desafio não é viver é não saber o caminho a percorrer.

Entre o certo e o errado é incitante a vontade de voar

Na forma de anjo que não sou.

Recordações quase esquecidas das outras vidas

Buscando no interior o que restou das lembranças,

O ilusionismo do mundo atual torna-se um arsenal.

Sentimentos sentidos, vividos, adquiridos

No tempo existente formando uma ponte.

Apenas voar ....

Esperar as asas crescerem para um novo vôo alçar.

Bem vindo à vida.

VERÔNICA DE ALMEIDA

Alma de mulher




Não analisem a alma da mulher, sintam-na

Não guerreiem com ela, aceitem-na; pois é feita do mais fino cristal

e contém tesouros no seu interior. A alma feminina é mátrea. Ela

envolve, absorve, doa-se, dilui-se e reintegra-se. A mulher é e sempre

será o repouso do guerreiro. Não importa o tempo, nem as evoluções

culturais, é sempre no colo de uma mulher que um guereiro se faz

homem; é nos seus braços que ele repousa o cansaço e adormece

exposto e indefeso para despertar no dia seguinte renovado e pronto

pra mais uma batalha. Essa é a nossa glória, esse aconchego no ventre.

Sim. No ventre. De onde nasce a vida.

Somos sensiveis, mas somos criaturas fortes com toda a nossa

fragilidade. Somos feitas de ternura, adornadas de encantos.

Não nos endureçam com as asperezas das palavras, nem nos tentem

comandar como as tropas. Apenas amem-nos com toda a lealdade.

(Menina do Rio)

VERÔNICA DE ALMEIDA


A minha voz




Podem fechar-me as portas,

obstruir-me as pontes

secar todas as fontes

até que eu caia morta



Mas, ouçam todos vós

enquanto eu viver

não calarão

a minha voz



Podem me rejeitar

Podem impor-me o medo

exporem-me os segredos

pra me fazer calar



Pode o céu descer sobre o mar,

o sol, a terra fustigar



pode o mundo chegar ao fim

E não calarei o que há em mim



E digo: Por Deus

e por todos nós

- Só quando eu morrer

calarão a minha voz...



(Veronica Almeida)

BAOBÁ

 Imagem Google