Seguidores

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VÓRTICE DE ÁGUA.

"VÓRTICE DE ÁGUA"

Rio substantivo
boca de duas margens
dragado pra não morrer.

Gota a gota te afogaram
em
corrente de foz nenhuma!


sede! cálice! água
seco como a mágoa
dum deserto a acontecer.

Foram-se embora os cisnes
que no teu dorso
já não fazem amor,

linhas de vidro rasgadas
dor jorrada em fontes mágoa

Boca de duas margens
líquido exangue a morrer

Luiza Caetano

Julio Teixeira

Capela branca
Não violente a brisa 
Exalada de nossas emoções
Nem se distraia nas estrelas
A contar outros corações... 
O sentimento é muito frágil 
E quando maculado
Nosso leito de dormir,
Antes do dia se abrir
O encanto é quebrado.
Como gotas de orvalho 
Pendentes das flores
E dos anjos solfejos
Delicados se cantores,
Pendurei o teu retrato
Na galeria imortal 
Dos meus amores.
Mas delicado véu 
Tecido de cristal
Envolve meu coração:
Quebrado se vai ao léu 
Perfume desta emoção.
Por isso meu amor 
Tenha cautela!
Que o templo desta flor
É minha humilde capela.

Júlio Teixeira

Leninha- Sol

LUA ...

EM QUE FASE ESTÁS SER LINDO?
QUAL DELES...
MINGUANTE...CHEIA...CRESCENTE...NOVA?...
CADA UMA DELAS COM SEUS MOTIVOS DE VIR...
A LUA QUE ENFEITA O CÉU...
NAS NOITES SOLITÁRIAS DE UM POETA...
LUA QUE ACARICIA A LÁGRIMA ...
QUE SE FAZ BRILHANTE COM SEU RAIO PRATA...
ACONCHEGO GOSTOSO DOS AMANTES...
OLHOS PERDIDOS ... AMA....
AH...LUA!...
JÁ FOSTES TANTOS TEMAS...
VIVEU NO PASSADO....NOS ROMANCES...
ESTAS AQUI...CONTINUAS...
COM A MESMA BELEZA....
ME CONTA A FORMULA....
CONTA PRA MIM...
TEU FASCÍNIO SEM FIM....
QUE GUARDAS DENTRO DE TI...
QUE TE ALIMENTA...
QUE TE FAZ FICAR...FICAR E FICAR....
PARECES NÃO TER PRESSA....
AMAS DE MANSINHO...
E NESSE TEMPO....
TE DÁS POR INTEIRA....
A CADA UM QUE TE QUEIRA AMAR....

(LENINHA Sol)

O Silêncio das Palavras

O SILÊNCIO DAS PALAVRAS

Palavras
são como hinos
feitos poemas!

São emblemas, 
estandartes da emoção
todos os dias castradas
por alguma convencional razão.

Há um silêncio de catedral
em cada palavra
esculpida de riso
e de lágrimas
em cada manhã
despenteada pelo vento,

Como se quisessem
acordar o espanto 
ferido de sonho
no limiar do sol.

Enquanto elas, 
as palavras
dóiem na fronteira
das limitações
como estilhaços
que se querem quebrar.

Luiza Caetano

PARA A LUA

PARA A LUA



Quando o dia se esconde
por detrás dos derradeiros
raios de Sol,
aí...
surge a Lua
num esplendor de Luz
como que acordando
na alma dos Homens
a vontade de sonhar!

Despertando-o
para novos horizontes
para o sonho
e para a vida!

Entretanto,
os Lobos uivam.

Luiza Caetano

Nita V. Aguiar

LUA B(r)IANCA

Desde a infância
contemplo o céu
te vejo LUA B(r)IANCA
sempre venerada
por poetas e amantes...

Apesar de distante:
musa inspiradora!
Desejos, sentimentos e afetos,
o ser espera,
como numa epifania encontrar

Na imensidão:
silêncio branco...
Surge à noite
belíssima Lua,
mulher de fase,
mulher de frases...

CHEIA de amor,
ainda, que MINGUANTE,
não deixas ninguém morrer à míngua.
CRESCENTE, respeitas as diferenças...
Sempre disposta a reNOVAr-se...

Sincera, romântica, dedicada,
misteriosa, tolerante e leal...
Assim te vejo,
LUA B(r)IANCA,
Ser iluminado!!!
Ser essencial e real... 

(Nita V. Aguiar)

"Metades da Lua"

"METADES DA LUA"

Lua! Lua!
quando passas

esparges cristais pelo mundo
numa mão cheia de brilho

aos povos de todas as raças

Musa, Deusa inspiradora
desde os tempos imemoriais

Esparges cristais pelo mundo

pelos ricos e pelos pobres


Quer haja tristeza
guerras, ódios e mortes

ou noites de solidão

Sinto-te ao longe...beleza
como um vampiro
em acordes nupciais

Duas metades inteiras
prenhes, prenhes...inundação


Luiza Caetano

Serpente Emplumada.

SERPENTE EMPLUMADA"

Na serena
gaveta do poeta,
a serpente erguida
em armada espoleta.

Toque de pedra!
Roçar de gato!
Ardósia riscada
Letras pressentidas 

Jogo de palavras!
Violadas! Batidas!

Riso!
Risco!
ou
Ritual

O gato mia !
A gaveta chia!
A bofetada sofre !
A palavra liberta
da serpente o veneno!

O poeta chora
falivelmente pequeno. 

Luiza Caetano

Rachel D. Moraes

Branca Lua

Translúcida lua
A mostrar-se nua.
Soluçando acordes 
De uma canção sem fim.

Caminha como uma sentinela,
Num indiferente passeio
Na imensidão da noite.
Quando se mostra no firmamento
Vira o arquétipo da paixão.

E no silêncio do espaço
Torna-se ingênua e dança,
Num vestido bordado 
De vapores e cores. 

Para impressionar-me,
Revela-se branca e pequena
E eu a vigio, 
Objeto de meu desejo,
Brilhante pérola de nácar.

Segue presa num colar cósmico,
Deixando-se refletir e embalar, 
Entorpecida pela mãe Terra
E pelas marés que tecem o mar.

Rachel D. Moraes.







sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Parabéns aos Poetas e Poetisas .


 Todos escrevemos, coisas às vezes boas outra más ...


Mas tocar o coração da gente, deixar a imaginação correr solta, encher nossos olhos de lágrimas e o peito de amor… Ah, gente! Isso só os poetas conseguem.

Parabéns a todos que nos fazem sentir a alegria, a tristeza, o amor, o ódio, a esperança, nos fazem sentir vivos e sentir que estamos todos de uma maneira ou outra juntos em algum pontinho do Universo.