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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Luiza Caetano um dia escreveu:

CÂ
(Tela de Luiza Caetano)




CÂNTICO DE AMOR OU DO NOSSO

NATAL INTERIOR DE TODOS OS DIAS

Quero 
cânticos como risos de criança,

pingos de luar
ou
pedaços de sol
ferindo em jorros
a fome de luz
que na alma carrego
em forma de cruz.

Quero
a quinta sinfonia
num bailado fantástico
e a alegria
murmurante das fontes
da minha aldeia.

Quero um rio!
Quero um mar
ou
um corpo deslizante

Impaciente
espero esse dia

Meus pés
descalços na areia
pura ressonância de alegria.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Luiza Caetano, Lançou em São Paulo...

E foi sucesso!
Tanto sucesso, que praticamente toda a edição está esgotada, a Livraria Martins Fontes, tem alguns exemplares, mas muito poucos, pois ocorreu uma verdadeira invasão de amigos, admiradores, poetas, escritores e pintores, no dia 22 de fevereiro, para prestigiar a autora Poeta Pintora Luiza Caetano, que veio especialmente para autografar e receber amigos, brindando com vinho do Porto e um maravilhoso bolo.
Ocorreu na mais perfeita paz e harmonia.
Todos felizes e emocionados com a irreverência e bom humor da artista.
Parabéns, Luiza Caetano.
Continuação de muito sucesso.
Bem haja!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Luiza Caetano chega ao Brasil

Estamos muito ansiosos,  mais uma vez São Paulo, será palco para o lançamento de mais um livro de poemas da Poeta Pintora Naif de Portugal, Luiza Caetano.
Chega ao Brasil no próximo dia 22 de fevereiro, e lançará na Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista, 509 . através da Editora Delicatta de Luiza Moreira.
                     "PALHAÇA LOU - POESIA & FANTASIA".

  A apresentação tem a assinatura do artista plástico Ernane Cortat.

 " 3º LIVRO DE POESIAS
de Luiza Caetano
“LOU POESIA & FANTASIA”
Lançamento no dia 22 de Fevereiro de 2014 - 15 às 18h30 Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista nº 509
Fantasia & Poesia , já que a sua autora é também pintora de temas que se casam com suas poesias, nascendo de muitas de suas fantasias.
Representando a capa deste livro uma palhaça com pomba na mão numa ideia feliz de Paz e de Amor.
A apresentação do Lou Poesia & Fantasia é feita pelo prestigiado pintor do Brasil Ernane Cortat, cujas palavras podem sublinhar as utopias que vivem no coração dos poetas.
“Conheci Luiza Caetano atravez de um livro que me foi presenteado. Chegou como mensageira de amor, fazendo do amor um milagre, uma voz que canta anunciando um dia feliz que virá. Um dia de canto, de dança, de alegrias para nos sustentar. Luiza fala de amor como ninguém. Como se fôsse um relógio despertador, que nos desperta, nos acorda para o amor, para a vida e nos faz descobrir os segredos dos pássaros, a senha do canto, as letras que rolam pelos ventos, o som das flôres, o sorriso do mar. Ela é o amor. A sua poesia se define pela clareza, pela voz que canta um grito no ar. Não são suas mãos que escrevem poemas, o poema se escreve a si mesmo através de suas mãos. O que seria da vida sem suas poesias. Uma poetiza capaz de enxergar e viver poesia como respirar. Não existe poesia sem Luiza, nem Luiza sem poesia. Escrever é seu ofício, um ofício que desempenha com paixão, com amor, com a luz de uma claridade que faz enxergar o amor mesmo na escuridão . Escultora de palavras, desenha formas e contornos de uma beleza única, que só ela sabe exprimir. Luiza Caetano – Ela é Amor! “ De Ernane Cortat "





sábado, 21 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!





(Tela de Luiza Caetano).






A todos que aqui vêm, com muito carinho e afeto, agradeço a visita, e quero desejar votos de um Feliz Natal.
Que as bençãos do Menino Jesus, cubram as vossas cabeças, anunciando paz e amor!










quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Luiza Caetano

(Imagem google).
IN MEMORIUM

Ela se foi
para além da vida
numa viagem
sem regresso
nem despedida.

Absurdamente
e mil vezes morrida.

Ela se foi
contra a vida
dum verso convexo,
dum ângulo sem medida
com a dignidade
mil vezes ferida.

Viajou
sem ingresso de regresso
e o silêncio me invade

Hoje de eterna saudade

LuizaCaetano -2013/11./25

Jorge Lima.

SAINDO PARA SE TRATAR...

Jogado aos leões
Por meio de suas definições de inquisição.
Demagogia com jeito de poesia.
Filosofia, floreio, política a parte.

Discriminação disfarçada,
Pela manta sagrada, com ar de piedade.

Cada qual cuidando do seu território,
Defende-se com unhas e dentes
O reino animal do selvagem capitalismo.
Quem o vegetariano imoral pensa que é?
Enquanto uns querem reforma
Ele quer o novo, em vários sentidos,
Muito pretensioso!

Cuidados:
Tom de ameaça, piedade,
algumas verdades...
e sobre o fenômeno do ser humano
virar-se em ser um monstro...
Todos têm em si disso um pouco.

Senhor de engenho
Dando suas chicotadas
Enquanto outros sem rosto aparecem de surpresa.
A presa está tonta,
O leão a cerca...

No entanto muitos querem entrar no terreiro
Várias miras se voltam contra o bode expiatório,
Espiões, escorpiões, amigo miragem.

-Tiro de misericórdia nele e
se ele já brincou uma vez com a morte,
Agora que se dane.
Nossos pecados vão queimar junto com os dele
Por que os dele são mais graves
Ataquemo-nos, incisivamente, ô compadre.

Jorge Lima (27/11/2013)

Poema inspirado no texto do incontestável Leonardo Boff, postado na linha do tempo da querida amiga Dolores Jardim...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lúcia Polonio

Um Poema Para Ti



Eu quero escrever um poema
Que fale de ti, de mim
Do mundo em que vivemos
E das coisas que gostaria de fazer

Eu quero escrever um poema
Que fale de amores, de dores
De sorrisos e de saudades

Eu quero escrever um poema
Que faça tu pensares em mim
Assim como penso em ti

Eu quero escrever um poema
Para que nunca esqueças
o quanto tua ausência me faz sofrer

Eu quero escrever um poema
Para fazer com que minhas palavras
cheguem a ti, penetrem em tua alma

Eu quero escrever um poema
Para esquecer que em tudo
existe um pouco de sofrimento

Eu quero escrever um poema
Para que minhas palavras fiquem eternizadas
Em teu coração... em tua alma
Mesmo que nunca me queiras!



Lúcia Polonio

Lúcia Polonio

Encontro Comigo



Vivo em uma busca incessante por alguém que um dia fui
Busco-me por entre meus sentimentos mais profundos
Atravesso meus sonhos, meus pensamentos, minhas ilusões...
Temo não mais me encontrar

Busco-me nas noites silenciosas e frias...
Nas madrugadas tristes e sombrias
Nos arredores do deserto que existe em meu coração
Na melancólica melodia de minh'alma

Entranho-me nas profundezas de minha solidão
Caminho pelo deserto das palavras que não foram ditas
Espanto-me com a frieza dos meus gestos
E não me encontro

Desespero-me diante das desilusões,
do desprezo... das mágoas
Como encontrar-me novamente?
Talvez esse encontro jamais aconteça

Pois, de onde me perdi...
Jamais poderei ser encontrada!



Lúcia Polonio

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

LUA, MADRUGADA E MORTE- (Crônica) Jairo De Britto


LUA, MADRUGADA E MORTE* (Crônica) Jairo De Britto
(Imagem google)


Eu olho para a Lua quase todos os dias. Ontem eu olhei, mas rapidamente. O singularEclipse invadiu minha atenção, descaradamente, pelos telejornais. Três planetas alinhados (!) atrairam e distrairam astrônomos e leigos mundo afora! Compreensível (claro) que o fenômeno tenha sido celebrado, estudado e "traduzido" também por muitos astrólogos.
***
Não fiquei supreso, alegre ou triste. Trata-se apenas daquilo que acontece e existe; do efêmero que nos chega e assalta durante a ausência de nossa mais arguta atenção ou simplória (que seja) intenção.
***
Eu olho com Ternura, Saudade (e mansamente) para Você todos os dias. Especialmente à noite, enquanto dorme. Embora tímido, romântico e sobre tantas coisas absolutamente cético, explico que não sou originalmente terno: Você me inspira Ternura!
***
E a Saudade, naqueles momentos, deve-se ao saber e sentir que a mulher que amo está assim: tão bem e distante; vagando em sonhos, transpondo precipícios, tateando no escuro ou sendo ofuscada por 'candeeiros' estelares - na vastidão de bilhões de galáxias! Ou que brinca com anjos, por entre nuvens azuis - em formato de animais que sabem a algodão doce.
***
Não me canso  de acariciar seu corpo, de velar e amansar seu sono. De, às vezes, apaziguar seus sonhos ao perceber quando um provável pesadelo se aproxima... Também com o sol a pino, eu procuro ouvir sua voz distante e quente. A voz da minha menina, filha, mulher, amante e mãe!
***
Quando lhe abraço, ou à distância me faço ouvir, você sabe perscrutar meandros do meu discurso e tato; percebe como estou, o quê se passa ou passou.
Quando me aninho em seus braços, é para quase sempre dizer-lhe o que não digo; para demonstrar-lhe a pura saudade daquilo que poderia ter sido - daquilo que poderá ser ou é...
***
Você se preocupa por demais com o meu "estar feliz"! Pois tranquilo lhe digo, sem orgulho ou medo, que vou ao Inferno e volto mais forte; que aos meus dias mais solenes e tristes devo a paternidade de ser mais que singular: eu busco a Beleza de todos os lugares, de todos os séculos, do Passado e Futuro.
Quero o Arco-Íris - o Pote de Ouro 'amarrado' numa das suas pontas; o inteiro Presente, a fauna, flora e gemas do Planeta que ora me acolhe. 
***
Aos 11 anos, descobri que era (e sou) uma Pessoa Noturna. À noite, raciocino melhor e mais rápido, escrevo melhor; observo e escrutino meu self com o mais afiado bisturi de que disponho: minha Língua/meu Verbo. Minha implacável autocrítica e as questões substantivas que, por entre ossos, sangue e estrelas, trafegam no multiverso há zilhões de milhões de milênios!
***
É muito bom chegar aos 50 sabendo que nada sei (Sócrates); que começo a me tornar o homem maduro que desejo ser quando aprendo a rir de mim mesmo (Goethe); de meus pequenos problemas que, com a lupa voraz do neurótico, amplifico - me culpo e castigo, inútil e bobamente -, em dias sombrios.
***
Gostaria de ter sido marceneiro, tipógrafo ou jardineiro. Gostaria de não ter sido tão vil e solerte quanto por vezes fui. Gostartia de aprender a mais perdoar. De encontrar homens com os quais pudesse conversar sobre sentimentos mais profundos ou mais confusos; mais prosaicos e profanos ou mais caros e metafísicos!
Bobagem. Falar com homens sobre Amor, Solidão e Morte (desta, inclusive, considerando-se Camus e a opção filosófica/existencialista pelo Suicídio), na sociedade hodierna, é praticamente um tabu; um pecado. Homens não falam, com outros homens, sobre tais "coisas"...
***
Mas, há um Oásis farto de alentos. Um rio em cio, com flora e fauna ricas em acalantos: as Mulheres, com sua afiada; afinada Intuição, sua augusta Sensibilidade. Elas, Atlânticas Amazonas, que emprestam seus sentidos todos e compartilham aquilo que a maioria dos homens considera 'nada' - além de um sanduíche de sandices!
***
Como vê, Querida, a noite é minha amiga; parteira de prosa e versos em línguas várias. É paciente, sabe que sou lento: sabe que "eu ando devagar, mas nunca para trás" (Abraham Lincoln). Aliás, Caranguejos não andam "para trás"!
***
Ao fim e ao cabo, o mais importante; a pura Verdade: eu quero a Beleza inteira dasMadrugadas, da Morte e todas as Luas - que me iluminam enquanto tantos e quase todos dormem. E é bom que durmam. Para que este silêncio, e a Música de Debussy("Clair de Lune" na agulha e veia), comigo reflita sobre a proposta do professor e filósofo espanhol Fernando Savater, em seu livro "Perguntas da Vida": 
***
"(...) É a consciência da morte que transforma a vida em assunto muito sério para cada um, algo que deve ser pensado. Algo misterioso e tremendo, uma espécie de milagre precioso pelo qual devemos lutar, em favor do qual temos que nos esforçar e refletir. Se a morte não existisse, haveria muito o que ver e muito tempo para vê-lo, mas muito pouco o que fazer (fazemos quase tudo para evitar morrer) e nada em que pensar."


*** 
*Jairo De Britto, em "Verdes Crônicas" (São Paulo/Capital, Brasil - 05/Maio/2004)