"NAS COSTAS DOS ANJOS"
Nessa secreta embarcação
quero ventos favoráveis
um imenso fora d`horas
tudo á medida da paixão
enquanto o silêncio dorme.
Quero velas e bandolins,
crespúsculo de alguma dor,
castração de jasmins,
repetidos poemas de amor!
Quero
Um punhal ou uma lágrima!
um grito mordido em silêncio!
Um equinócio ou a memória!
Um vendaval no fim da história
luizacaetano
Em meu mundo de encanto,repasso as poesias de amigos e de poetas que me fazem sentir o encanto da vida.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
"PÉTALAS"
PÉTALAS
São as pétalas do Caminho.
São os sinais e o Carinho!
É o inventar
dum novo dia
É a seiva renovada
É a força da alegria
É a ilha da magia!
É o Ser! É o Estar!
Alvorecer de novo dia
É o Dar! é o Receber!
São as pedras no caminho...
São os espinhos no carinho...
É o altar das nossas preces!
É o culto da minha Cruz!
São as pétalas do Caminho!
LuízaCaetano
São as pétalas do Caminho.
São os sinais e o Carinho!
É o inventar
dum novo dia
É a seiva renovada
É a força da alegria
É a ilha da magia!
É o Ser! É o Estar!
Alvorecer de novo dia
É o Dar! é o Receber!
São as pedras no caminho...
São os espinhos no carinho...
É o altar das nossas preces!
É o culto da minha Cruz!
São as pétalas do Caminho!
LuízaCaetano
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" A VIDA É FEITA DE MUDANÇA"
"A VIDA É FEITA DE MUDANÇA"
Bordo cada dia de àmanhã
na comunhão das palavras juradas
à beira mar te amar
por entre plantas crescendo
os cabelos de cada caminho
as mãos tecendo rosas e linho
entre carinhos e juras
as nossas vidas futuras
Navegando cada maré,
- que pena Meu Amor
Tu não saberes nadar...
Mudas então o rumo
da água com que sonhámos
sendo agora outra, a Galé
e o mar tem outra razão
LuizaCaetano
2009/01/05
Bordo cada dia de àmanhã
na comunhão das palavras juradas
à beira mar te amar
por entre plantas crescendo
os cabelos de cada caminho
as mãos tecendo rosas e linho
entre carinhos e juras
as nossas vidas futuras
Navegando cada maré,
- que pena Meu Amor
Tu não saberes nadar...
Mudas então o rumo
da água com que sonhámos
sendo agora outra, a Galé
e o mar tem outra razão
LuizaCaetano
2009/01/05
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"PRESSENTIMENTOS"
"PRESSENTIMENTOS"
A noite se esvai
em pensamentos, palavras
sem obras
como cobras s`enrolando
em ausências traiçoeiras.
tangos inacabados
ou distãncias desenhadas...
Argumentos em lume brando
justificam
de vez em quando
um passo
um traço
um vício ou um laço
Assim a noite cai
na solidão do abraço
LuizaCaetano
A noite se esvai
em pensamentos, palavras
sem obras
como cobras s`enrolando
em ausências traiçoeiras.
tangos inacabados
ou distãncias desenhadas...
Argumentos em lume brando
justificam
de vez em quando
um passo
um traço
um vício ou um laço
Assim a noite cai
na solidão do abraço
LuizaCaetano
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
"TERRA MALDITA"

(Imagem do site Terra)
TERRA MALDITA"
Eles?
que não entendem o gesto das rosas
nem a emoção
das mãos nas mãos
se vingam até das sombras,
dos rumores dos rios
e das árvores decepadas!
Ocupantes! Ocupados!
dessa Terra de ninguém.
Esse pedaço de espaço
com muros e lamentações
onde fabricam a guerra
de todas as maldições.
Em nome da Cruz e de Alá
tanto sangue derramado!
tanto petróleo queimado!
Corre uma criança na colina
aprendendo inocente, as intifadas
pisando o sangue da Palestina
no dolorido intervalo das espadas.
Punhais transviados
herdeiros dum tempo velho
assassinando flores.
LuizaCaetano
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"TERRA MALDITA"
(Imagem do site Terra)
TERRA MALDITA"
Eles?
que não entendem o gesto das rosas
nem a emoção
das mãos nas mãos
se vingam até das sombras,
dos rumores dos rios
e das árvores decepadas!
Ocupantes! Ocupados!
dessa Terra de ninguém.
Esse pedaço de espaço
com muros e lamentações
onde fabricam a guerra
de todas as maldições.
Em nome da Cruz e de Alá
tanto sangue derramado!
tanto petróleo queimado!
Corre uma criança na colina
aprendendo inocente, as intifadas
pisando o sangue da Palestina
no dolorido intervalo das espadas.
Punhais transviados
herdeiros dum tempo velho
assassinando flores.
LuizaCaetano
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
RENÚNCIA... e ÂNSIA!!!
RENUNCIÂNSIA
Saudade.Saudade.Saudade.Saudade.
Amo um amor: flor-espinho,
amo um amor: dor-carinho,
mal, que eu queria Bondade!
Amor-distância, como a China, Rússia.
Vermelho-púrpura e azul da Prússia.
Olhar de neblina. Rosto sem idade.
Meia-idade menina. Urso de pelúcia.
Renúncia. Renúncia. Renúncia. Renúncia.
Tristeza.Tristeza.Tristeza.Tristeza.
Há tanto tempo gritei o meu grito,
ardente ânsia, o soluço aflito,
não encontra a cor: morre a Beleza.
Partiu alguém de alta fidúcia,
saiu por aí... e com minúcia,
levou na bolsa amor, cartão, astúcia,
deixou saudade-dor e esta certeza:
renúncia.Renúncia.Renúncia. RENÚNCIA!
NEFERTARI(JuditMartins)
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
De querer e não crer
No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
José Saramago
Uma breve árvore de Outono
CRISTAL QUEBRADO
Cristal quebrado
encanto sem canto
uma palavra! Um grito!
sem violência nem pranto
Já não busco pérolas
no garimpo do teu campo
abandonado e quase estéril
O tempo corroeu as Primaveras
secando o jardim de outrora
Agora?
apenas palavras de acaso
secas e vazias como uma árvore
breve de Outono
Viver o abismo
de um dia a cada dia?
Não!
Quero-me habitar de alegria
sem punhais ou esboços de promessas
e lâminas vidradas no olhar.
LuízaCaetano
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
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