
Este prêmio (Escritores da Liberdade) traz oculta em sua tragetória, que espero seja longa, algo de extraordinária importância traduzida numa palavra: Liberdade. Liberdade no uso da palavra escrita, exercitando a expressão mais simples do pensamento livre... E sem medo!
Pois assim como a arte tem incontáveis formas de se a olhar, também a palavra tem quase infinitas vozes. Pena que muitas ainda se calem!
Embora no silêncio pensem, e o pensamento crie tanto ou mais que a palavra.
Por outro lado vão também muitos retóricos... Que hoje já nem tanto... Já nem tanto retóricos, bons retóricos, naturalmente. E o que desses se ouve são mesmo só impropérios retóricos, vejam que absurdo, a que ponto nós chegamos!
Impropérios retóricos? O que é isso? Nada, é tudo que eles dizem nada!
Sempre, todavia armados contra algo ou alguém, indo sempre por uma via escura e mal freqüentada a vociferar impropérios e blasfêmias, se tiverem e forem (os outros) aquilo que eles não têm ou não sabem... Algo a que a inveja lance as suas garras cobiçosas em direção ao OUTRO...
Pois não é que este anseio de liberdade celebrado neste prêmio, “Escritores da Liberdade”, revela também um mote magnífico, o Outro!
Quão difícil é lidar com o outro!
Mas, quem é o outro?
Depende de quem observa.
Se o observador estiver perto e em casa, pode o outro ser o oposto, no casa de um casal...
Quando, porém o Outro é o Outro idealizado... O ente político contrário ideológico, o inimigo mortal que deve ser eliminado, seja este quem for do outro lado, seja a tal de “zelite”, segundo a ótica deles, e caso ainda sejam estes observadores da esquerda dita burra... (Deus nos acuda)
Burra diz-se porque é por natureza “acéfala esférica”, pensando apenas rudimentarmente com o lado esquerdo do cérebro, na base rude da militância, enquanto uma nova zelite retórica de uma só via, também, já vai instalada ou encostada em algum gabinete...
E eis, pois os construtores de “Impropérios Retóricos”!
E os espalhadores ao vento de impropérios retóricos são então o contingente da militância, e os pensantes construtores esses outros, já “engabinetados” na máquina, que afinal são eles agora situação!
Todavia até entre eles há esta mesma polaridade, e se o chefe do gabinete em frente tiver um carro novo, o mínimo que este observador menor lhe deseja é que fure o pneu, porque afinal hoje este pequeno observador está de bem com a vida, seu time ganhou e amanheceu melhor e menos cobiçoso do bem alheio, ou do outro...
E então a liberdade dos livres, e o inferno daqueles que morrem de inveja do bem do outro são os pólos opostos deste pequeno ensaio.
Há, todavia uma diferença brutal entre eles, pois enquanto os livres falam com a razão e com a alma e são apenas o outro para o invejoso, a estes só resta o inferno da desinformação e as crenças levianas e cachaças acompanhadas por uma côdea, seja de pão, seja de esperança.
Mas também devido à pobreza de espírito daqueles, os livres passam a ser alvo dos escravos da cobiça. E aí os livres e agora apenas o outro, se não se puder tomar a liberdade e a tudo que neles reluz, se lhe tome então a vida ou no mínimo o que ele mais quer...
E aos seus mitos e padrões de civilização culturais celebrados em valores de espírito e de família destruam-se todos, seguindo a cartilha do Italiano e do Francês que morreu de AIDS...
Cujo ideal da cartilha já esta cristalizado numa forma muito próxima ao código dos sindicatos do crime no Foro de São Paulo, que de algum modo governa.
Ah, mas estes rapazes e estas moças envolvidos com “botecos sombrios e cachaças de péssima qualidade”, gerundismos e verborragias da moda e encostados na máquina, enquanto a maioria eternamente à margem, mas acreditando, como revelam bem as duas faces dos criadores de “impropérios retóricos”! (riso)
Rir para não chorar, por ser este o tempo deles! E numa gigantesca onda cujo movimento... Oriente Ocidente, Europa América... Está mesmo por aí!
Mas também junto veio o anseio coletivo dos livres, plasmando o Bem, Bom e Belo, e desde muito remotamente vêm vindo cautelosos vigiando o andar da evolução.
Sim. Por mais nobre seja a taça de cristal só terá real valor e serventia contendo raríssimo e eucarístico licor, ou porque não um especialíssimo vinho, para não se falar já em essências ainda mais caras, e raras!
Mas freme, sim, no alto do mastro a bandeira da liberdade e da amizade sincera, e ainda bem que são invisíveis aos criadores de “impropérios retóricos”!
Todavia cautela, pois são ladinos; e, desconfiados, podem deduzir... Sabem também muito bem bajular, e para isto fiquemos nós os livres sempre atentos.
“Impropérios retóricos”! Acontece cada uma, que até parece duas!
Viva a Verdadeira Amizade e vivam para sempre os “Escritores da Liberdade”!
Estou ainda viajando e venho aqui prestar minha homenagem a todas as amigas(os)
e agradecer à Ana Paula pelo Prêmio a mim conferido e também à sua idealizadora Dolores.
muito, mas muito obrigado mesmo. amigas!
A caráter escrevi com a tônica da liberdade essa mensagem acima dedicada aos amigos e amigas da Of...
Obrigado
(POR JULIO TEIXEIRA)