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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

"SONHAR"



Sonhar...



Ao amanhecer, que prazer em te ver...

durante o dia, como sorria eu te queria

na tardinha, eu tinha só uma fitinha...
A noite, escureceu, desapareceu, como doeu...
sentei, chorei, demorei e não te segurei...

Na madrugada...
sem enxurrada, era demorada!
Sonolento, sem vento, o barulho do cata-vento.,.
Assustei, despertei, quando olhei, parei!
Era luar!
Vi tu lá, com as estrelas a faiscar...
Daqui, eu fui lá...
Sempre a voar, nada de chegar...
Era um sonho, não podia te alcançar!

Mas...namorar,
se amar...
Poder sonhar!
(kadu vaqueiro)

Inconteste




Se é óbvio e inconteste que Deus existe e criou o universo, por que tanta divergência e disparidades de opiniões , religiões , seitas e facções religiosas degladiando-se, até quando? deveriamos ser serenos , pacíficos e cordatos e marcharmos em uníssono passos e pensamentos para a terra prometida e ponto final, ou o divino diverte-se com a dialética provocada por sua onipresença?



Norberto P. Jardim


Professor de Sociologia aposentado.
Pós graduado em Psicopedagogia.
Pedagogo

"ÁGUA E AZEITE"



ÁGUA E AZEITE


Quando tudo se perdeu
e a Rosa feneceu?
Não importa, amor meu:
o mar continua ali!
Sim...este mar azul e imenso que vinha carinhoso beijar nossos pés, nas manhãs...lembra?
Companheiro de tantas conversas!
Mas,assim como as ondas do mar vão e vêm, os sentimentos, coisas e pessoas, também vêm e vão.
Somos diferentes "amor meu" como a água e o azeite. Eu fico à parte, observando a vida... você fica dentro do redemoinho do viver e assim não nos encontramos.E eu quero seguir o meu caminho,assim, do meu jeito. Minha marcha é mais lenta, porém permanente: eu páro e sigo para ver e pensar e tirar minhas conclusões. Você passa como um cometa, numa velocidade que não lhe permite enxergar melhor. Água e Azeite. Sol e Lua. Cada um com natureza e objetivos diferentes. Direções opostas...
Mas, o mar está ali!
Azul e imenso, a levar e trazer vida.
Se tudo se perdeu...
(e sabe-se que nada se perde por completo, e sim se renova, se modifica...)
Se a Rosa feneceu,
Amor Meu!
Mais Rosas virão, nesse eterno ir e vir
das ondas da vida,
o mar da existência!

(JUDIT/NEFERTARI)

"Flores para Coimbra"




Flores para Coimbra


Que mil flores desabrochem. Que mil flores
(outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas
(outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil espadas floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não.

Manuel Alegre

"DE DORA DIMOLITSAS"



bom diaaaaaaa
que lindo está a
sexta feira com ares de maresia

A lua toda dourada
Ilumina o caminho

Seguirei na noite,
Unificada ao lugar.

Caminharei confiante
Equilibrando meus passos.

Ao olhar para trás
Sinto-me fortalecida
Pelo que de mim ficou.

Uma ponte iluminada
Parece suspensa
Levando-me ao infinito...

Dora Dimolitsas

"VIDA BANDIDA" por Marilene Teubner



Vida bandida

Na poesia e na musica!
Encontros
Amor
urgência
Sentimentos.


Na vida!
Desencontros
Sina
Luta constante
Aceitação
Esquecimento.

Marilene17/01/08

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

"ROSA BRAVA DO DESERTO" -LUIZA CAETANO




"ROSA BRAVA DO DESERTO"

Entre obscuras sementes
me ergo todos os dias!

Sou um rumor de animal
correndo à desfilada
entre a festa e a morte...

Aço em força fundido
vara que abana e não verga.

Interminável é o caminho
que todos os dias invento.

Às vezes sentas na sombra
oscilante dos meus dedos
neles bordas um carinho
em meu anel moribundo.


No calendário do mundo
Tombam folhas como lágrimas
- Tão longe o que já foi perto!

Eminente em meu peito
uma raíz ! Um deserto!
um poema cicatriz

em Rosa brava aberto

LuizaCaetano




Poema publicado em :

"ANTOLOGIA BRASILEIRA"

TÍTULO DO LIVRO:

MARES DIVERSOS! MAR DE VERSOS!

Editora Mar de Idéias Rio de Janeiro

domingo, 6 de janeiro de 2008

" PALAVRAS MORDIDAS "





"PALAVRAS MORDIDAS"

Palavras
incompreendidas
mordidas uma a uma
ombro a ombro hesitantes
na constelação da bruma

a incerteza é uma adaga
de vários gumes

ferindo o rasto
dos peixes luminosos

os marinheiros
alçam as velas

e as velhas vestidas de negro
te aguardam
nas janelas brancas
cortinadas de vento

Porém a sombra duma ave
se recorta incerta
no horizonte



Luiza Caetano

"VEM"


"V E M"

Vem,
dá-me a tua mão
ensina-me o riso
e a razão de existir

Ser
não é apenas viver
e a minha vibração
corre nas janelas
das tuas veias em festa!

Vem,
na sedução dos odores
da terra prometida

Não te imploro momentos
que a alma não partilhe
Apenas as tuas mãos
dedos de vento e saudades

Vem,
como fado destinado
asa do meu corpo alado
riscar o vazio
que
desesperadamente
te desenha

luizacaetano






FELIZ 2008!




A todas as amigas e amigos,que fazem parte de minha vida,o meu amor e a minha dedicação.

Que nossa amizade perdure!

VIVA A VERDADEIRA AMIZADE!