Em meu mundo de encanto,repasso as poesias de amigos e de poetas que me fazem sentir o encanto da vida.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
"MEUS INVENTOS" - MAGALY CRESPAN

Meus Inventos
Do que penso
Meus inventos miraculosos
Meu cortejo suspenso
Emulando tudo que penso
As quinas da minha existência
E essa dor mínima
Meu pequeno Sol
Uma volúpia quieta
Uma rama secreta
Afogada no vulto
Quebradiço que me resta
Trajeto da carnadura
Que me obriga
À textura do rochedo
Magaly Grespan
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
"EXPRESSÕES" - JOÃO JACINTO
Expressões
Escreves;
a medo,
em suaves linhas
timidamente direitas,
inventadas expressões
ao agrado dos seduzidos,
na pele do desinteresse
com laivos de resignação;
indulgente...
Leio-te;
despido de preceitos,
nas entre linhas dos instintos,
nos demónios a que te prendes,
nas fúrias dos argumentos,
na desdita dos ditos,
na alucinação dos perseguidos,
nas sombras da rejeição,
no amor ferido,
orgulhosamente déspota,
pérfido,
maligno.
Não sou mais
obrigado a ler-te,
só porque teimas
em me escrever.
joão jacinto
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
"DO LADO DE FORA DA VIDA" - LUIZA CAETANO
"DO LADO DE FORA DA VIDA"
Sou a raiva e a descrença
não batam à minha porta!
sou a criança e o sonho!
a vontade e a garra!
a saudade e a farsa!
Não!
hoje eu não abro a porta!
Poço de contradições
que nem eu própria desvendo
nesta sinceridade inteira
Pairo no limiar das dúvidas
entre a paixão e desânimo
e no entanto,
o Sol aquece o meu corpo
e o céu continua azul...
Uma tristeza me alumbra
na penumbra do crepúsculo
Não,
não batam à minha porta!
sou a criança e o sonho
do lado de fora da vida
alguém que quer e não sabe
esgotar até á última gota
essa gota prometida.
luizacaetano
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
"DOU, RECEBO... - João Jacinto

Dou, recebo...
Dou o que consigo merecer,
recebo como sei possuir.
Não faço caridade
com o que me sobra,
reparto-me na riqueza
que me escasseia.
Desconstruo-me
de personagens
aos frágeis olhares
de outras máscaras
e firmo-me no tempo
com o que enfim provo.
Nunca serei mais do eu,
para que, também, sejas tu.
joão jacinto
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"CAMINHOS" - João Jacinto

Caminhos
Os becos que percorro
são compridos de tempo,
profundamente tristes, de estreitos,
onde a lucidez espreita a medo
e a coragem morre devagar.
Tenho bússolas de esperança
aos caminhos abertos de horizonte,
onde se respira pura consciência
e a vida é fresca de (re)nascida.
joão jacinto
trong>
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